09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Involução planetária


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As notícias estão em todos os meios de comunicação: o mau uso do planeta pelo homem vem acarretando graves conseqüências e catástrofes em muitos países. Tais situações levam-nos a tomarmos consciência do que estamos fazendo e quais seriam os novos caminhos para minorar, de alguma forma, o que certamente está por vir. A ciência e a política, por certo, terão de caminhar juntas para minorar problemas e alcançar soluções.

Até agora, as grandes críticas e observações feitas, dentro do contexto geral, não são ouvidas pelas autoridades responsáveis, em relação aos enormes prejuízos que sofrem os ecossistemas múltiplos existentes. O ser humano, em sua frenética vontade de progredir, inadvertidamente ou propositadamente, destrói tudo aquilo que lhe serve de proteção e lhe é benéfico: contamina as águas, polui o ar, destrói a atmosfera, queima as florestas, envenena o solo e os aqüíferos, faz explodir dezenas de bombas atômicas, cujas forças descomunais aumentam os tamanhos das fendas existentes entre as placas tectônicas, liberando milhões de toneladas de gases e matérias incandescentes das profundezas do globo terrestre, aquecendo as águas dos mares e criando vapores de temperaturas elevadíssimas, que sobem às camadas atmosféricas e tornando rarefeita a camada protetora de ozônio, na atmosfera. Os Estados Unidos - o país mais poluidor do mundo - constantemente sofrem com as inundações, furacões, inundações e secas. O segundo maior poluidor, que é a Rússia, assiste o degelo na Sibéria. O Brasil, agora, aparece como o terceiro país maior poluidor por causa das grandes queimadas de suas florestas em toda região amazônica.

Todos estão lembrados do tsunami de 26 de dezembro de 2004, originado por um maremoto, na Ásia. Esse maremoto naturalmente se deu por causa das acomodações das placas tectônicas. O fato aconteceu bem distante do Brasil. Há que lembrar, no entanto, que o maior perigo está próximo da América do Sul. Está na grande falha de San Andréas na costa oeste dos Estados Unidos, mais precisamente, no Estado da Califórnia, que, por coincidência geológica, situa-se em plena zona sísmica e de vulcões interligados com as montanhas rochosas existentes em toda costa oeste americana. Essas fendas, segundo cientistas, entre as placas tectônicas, poderiam estar afetadas pelas explosões de bombas atômicas detonadas em experiências submarinas.

Caso tais falhas abruptamente se acomodarem, terremotos e tsunamis catastróficos poderão surgir, atingindo, não só os Estados Unidos, como as ilhas caribenhas e a América do Sul.

As causas naturais que causam catástrofes não estão atreladas a um fator específico, mas, ao contrário, estão interligadas entre si por fatores somatórios, acumulativos. Associam-se: os vapores com temperaturas elevadíssimas oriundas dos fundos dos mares, os gases tóxicos expelidos pelas chaminés das indústrias, as queimadas, as fumaças dos veículos automotores, os combustíveis fósseis, o gás metano, o dióxido de carbono, o dióxido nitroso, o clorofluor, os quais levam cargas letais e poderosas para a atmosfera, causando-lhe o efeito estufa, o buraco na camada de ozônio, o aquecimento das águas marítimas, o desordenamento das estações climáticas, etc.

Numa análise mais demorada, pode-se comprovar a interação entre as profundezas do globo terrestre com a atmosfera, tendo o homem como agente causador dos desastres e sua primeira vítima, por conseqüência.

José Perea Martins - RG 3.576.804