10 de julho de 2026
Regional

Após 8 anos, é concluído desfavelamento em bairro de Santa Cruz

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Santa Cruz do Rio Pardo – Depois de oito anos, os moradores do Vila Bom Jardim concluíram com a ajuda do Governo do Estado e da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (120 quilômetros de Bauru), o projeto de desfavelamento em mutirão.

Desde 1998, a Vila Bom Jardim vinha passando pelo processo de desfavelamento. O local que antes não possuía infra-estrutura adequada e as moradias eram precárias, depois que recebeu ajuda do governo estadual e municipal, ganhou uma nova ‘cara’.

O Estado destinou cerca de R$ 294 mil para a compra de materiais de construção e a Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo forneceu mais R$ 196 mil em infra-estrutura para o local.

Com uma área de cerca de 15 mil metros quadrados, o bairro ganhou cerca de 70 casas de alvenaria construídas pelos próprios moradores em regime de mutirão com a orientação de um mestre de obras e profissionais da prefeitura.

“Era uma favela mesmo, começou (o desfavelamento) há muitos anos atrás e agora foi concluído. Isso proporcionou uma grande melhoria na qualidade de vida dos moradores. É uma comunidade onde eles são organizados e interessados nas questões de melhorias”, comenta Fátima Piasentine, secretária de promoção social do município.

De acordo com Alexandre José Baccili, secretário de obras do município, o processo de desfavelamento foi feito em três etapas. Nas duas primeiras etapas foram construídas cerca de 60 residências e na última o restante das casas. “Conforme a gente ia construindo as casas, passava o pessoal para lá e liberava outra área para construir outras casas”, explica.

Segundo o secretário, o setor de obras da prefeitura montou uma equipe de coordenação formada por engenheiros e contratou um pedreiro para coordenar o canteiro de obras, formado pelos moradores.

Além das novas residências, agora o bairro possui infra-estrutura completa fornecida pela prefeitura como ruas asfaltadas, galerias e água encanada. “Fomos nós mesmos que construímos as casas em mutirão. O governo mandou a verba para a prefeitura, ela liberava o material e nós entrávamos com a mão-de-obra. O desfavelamento já foi feito, agora não tem mais nenhuma casinha de tábua aqui, é tudo de tijolo”, comemora Ivone Veríssimo, moradora do bairro.

Durante os oito anos em que se estendeu o processo de desfavelamento, os moradores recebiam um acompanhamento da Secretaria de Promoção Social do município. “Tinha uma assistente social específica para o atendimento da população do Bom Jardim. Na verdade era um processo de mudança onde a secretaria apoiava em tudo o que eles precisavam”, explica Piasentine.

As cerca de 70 famílias que estavam cadastradas aguardam agora a regularização dos lotes que devem ser registrados, sem nenhum custo, em nome dos proprietários.