Madonna di Campiglio - Demorou pouco, menos de duas semanas, para a Ferrari e Rubens Barrichello começarem a lavar em público a roupa suja acumulada nos últimos seis anos. Em Madonna di Campiglio, na Itália, onde a equipe realiza seu encontro anual com a imprensa, o brasileiro, cujo contrato acabou em 31 de dezembro, foi apagado da memória do último Mundial.
Um vídeo exibido na abertura do evento, uma retrospectiva de 2005, usou só imagens de Michael Schumacher e do piloto de testes, Luca Badoer. Barrichello, vice-campeão pela Ferrari em 2002 e 2004, foi “esquecido”. Coincidência ou retaliação, o filme foi mostrado dias após a publicação de uma entrevista em que o piloto brasileiro atacou a equipe.
A segunda possibilidade é a mais forte. A Ferrari ficou indignada com o teor da reportagem, publicada pela revista inglesa “Autosport”. Barrichello disse que estava farto do tratamento preferencial dado a Schumacher. “Percebi que não chegaria a lugar algum. Trabalhei muito para manter a harmonia no time, mas chegou uma hora em que perdi a paciência e me dei conta de que havia chegado o momento de fazer as malas.”