• Sem taxação
O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Paulo Canalli, garantiu ontem que a privatização da coleta de lixo não será feita às custas do contribuinte. Esta é a primeira grande questão que surge neste debate, iniciado no domingo passado, quando divulgamos as primeiras informações sobre a terceirização do serviço. Pelo menos diretamente a população não pagará. Continuará pagando através dos impostos que recolhe.
• Conta salgada
A segunda grande indagação - esta bem mais complexa e que pode dar o que falar - é o cálculo feito pelo secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque, que leva à conclusão de que a prefeitura paga até mais do que o valor de mercado para a Emdurb realizar o serviço. Edmundo contabiliza o lixo no repasse global de dinheiro que a prefeitura faz à Emdurb, de pouco mais de R$ 400 mil. Assim, no papel, o preço pago por tonelada salta de R$ 35,00 para quase R$ 90,00.
• O x da questão
Matéria aprofundada nesta edição detalha os cálculos do secretário. O fato que pode gerar polêmica é o de que num cálculo aritmético constata-se que a prefeitura passa a ratear o custo do lixo em duas formas de repasse. A do próprio serviço, pelo qual paga, nominalmente, R$ 35,00 a tonelada, e no envio mensal de recursos à empresa. É assunto para técnicos em contabilidade e finanças públicas debaterem à exaustão.
• Um espanto!
O prefeito Tuga Angerami (PDT) não deve ter combinado com os engenheiros da EPT, empresa que fez análise das estruturas da ponte Ayrton Senna, o que ia ser dito na divulgação do laudo. A cara de espanto do prefeito quando o engenheiro Lauro Ramos disse que iria demorar mais seis meses, no mínimo, para liberar a ponte, foi algo digno de nota.
• Emenda e soneto
A julgar pela reação do chefe do Executivo, a administração esperava por um tempo bem mais curto de recuperação da ponte. Ainda restam algumas discussões mas, pelo que foi dito na reunião, não se deve ter muita esperança. Ou o prazo é de seis a oito meses ou corre-se o risco de fazer um serviço pior do que o anterior. Aí, a emenda ficaria pior do que o soneto.
• Lá vem trovoada
Não é só a ponte do Mary Dota que vai tirar o sono do prefeito Tuga Angermai nos próximos dias. O Sinserm promete fazer muito barulho contra a privatização do lixo, ameaçando até greves nos diversos setores da administração, em solidariedade aos coletores e motoristas que podem ser demitidos. Para quem se lembra do barulho que o sindicato fez no ano passado pelo mesmo motivo, a vida do prefeito não será fácil.
• 100 anos de perdão
O são-paulino Paulo Canalli não perdoou o choro corintiano após o jogo em que o Corinthians foi derrotado pelo Noroeste. O time da Capital teve um gol legal não consignado pelo juiz da partida, e Canalli saiu-se com essa: “No ano passado eles roubaram um campeonato inteiro, então, ladrão que rouba ladrão...”
• ‘Crise da bola...’
O vereador Faria Neto (PDT) respondeu ameaçando deixar a liderança do prefeito na Câmara se Canalli não se retratar e admitir que o Timão foi beneficiado apenas no pênalti de Fábio Costa em Tinga, no jogo contra o Internacional. E nada mais...