08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Civilidade e educação


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Ao conseguir espaço em órgãos de comunicação, é comum observarmos as queixas da população, cobrando dos poderes municipais e estaduais a limpeza de ruas, praças, terrenos, rios etc. Mas é só ficarmos por meia hora em qualquer uma das ruas do centro da cidade para nos depararmos com populares jogando ao chão de um simples papel de bala a sobras de sorvetes, lanches, frutas, embalagens pet e de lanches diversos. São incapazes de segurar alguns passos até encontrar uma lixeira.

São comerciantes esvaziando seus cinzeiros, lotados de bitucas, nas sargetas, ou colocando seus lixos, mau acondicionados, espalhando-se pelas calçadas, em poucos minutos. São camelôs e taxistas que, por considerarem a calçada pública suas empresas “privadas”, descartam todo tipo de lixo de seus carros, inclusive seus marmitex com sobras de suas refeições.

Ignoram a chuva por vir ou a água que escorre dos quintais, pelas sarjetas, carregando todo lixo antes que possa ser recolhido pelos garis, que não conseguem vencer, tamanha a fúria desses “sugismundos”. Como se o bueiro e o rio que irão entupir com esses resíduos não degradáveis não fossem o mesmo que irá abastecer seus lares! Ah! Eu sei também que não estão sujando a porta das suas casas. É a rua dos outros, então para que esquentar? É preciso que cada um faça sua parte, colabore para então ter direto de cobrar do Poder Público o seu bem-estar. Mas isso é uma questão de civilidade e educação, assunto para outra oportunidade.

Yvete Gorla - RG 5.269.873