09 de julho de 2026
Nacional

Homem invade UFRJ e faz quatro reféns

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A insegurança, que já é rotina no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão (zona norte do Rio), chegou também ao até então pacato campus da Praia Vermelha, na Urca (zona sul). Na segunda-feira passada, um homem armado entrou numa sala da Faculdade de Administração e fez quatro pessoas como reféns por 20 minutos.

Um deles foi agredido e todos foram ameaçados pelo bandido, que entrou na sala em busca de laptops mas só levou celulares, relógios e dinheiro das vítimas. Por causa do crime, funcionários da faculdade de administração estão trabalhando de portas trancadas e antecipando o horário de saída e atendimento aos alunos. O roubo aconteceu às 17h30.

O campus estava vazio por causa das férias, o que facilitou a ação do assaltante. O estudante Rodrigo Nonato de Aquino, 22 anos, diretor do Centro Acadêmico de Administração, conversava com o coordenador do curso José Luis Felício Carvalho, 35 anos, na sala da coordenação, quando os dois foram rendidos pelo bandido. A princípio, pensaram se tratar de uma brincadeira de um aluno. “Ele parecia um aluno como outro qualquer. Tinha passado antes pela porta da sala, deu uma olhada e saiu, voltando alguns minutos depois”, diz Aquino.

Segundo Carvalho, o ladrão entrou em sua sala achando que era a administração do campus, pois leu na placa que fica na porta que ali funcionava a coordenação da administração: “Ele queria saber onde estavam os laptops. Expliquei para ele que não tinha nada de valor, mas ele ainda ficou revirando toda a sala em busca de algo mais valioso”.

Mais duas pessoas - uma professora e um funcionário- que entraram na sala foram rendidas pelo assaltante. Após perceber que não havia nada de valor, ele levou apenas dinheiro, relógios e celulares das vítimas, poupando apenas o celular de Carvalho. “Ele olhou para meu telefone, disse que era muito vagabundo e jogou no chão.”

O funcionário que foi rendido depois pelos bandidos levou uma coronhada no ombro por não respeitar a ordem para se deitar no chão. O bandido também ficou ameaçando constantemente Aquino pensando que ele era policial. “Ele dizia que se achasse minha arma ou carteira de policial me mataria”, conta o estudante.