As obras iniciadas têm aprovação da Polícia Militar (PM). Na opinião do comandante da Base Comunitária de Segurança Centro, tenente Jorge Luís Dias, a iniciativa pode expurgar da região pessoas de má índole. De acordo com ele, o principal problema da área é a prostituição, além da aglomeração de andarilhos e alcoolizados.
“Se a base não estivesse nesse local, seria muito pior”, comenta. Ele vota a favor da transferência da Secretaria Municipal de Educação para o prédio da rede ferroviária. Tem a mesma opinião o encarregado de um hotel situado em frente à praça, José Álvaro Rodrigues. Com 23 anos de trabalhos prestados no local, ele conta que o estabelecimento perde fregueses por causa do ponto desprivilegiado.
“Seria ótima (a transferência), mas duvido que a prefeitura vem para cá. Quando chove, inunda”, alerta Cristiano Pereira Dias, proprietário do ponto de um bar instalado na esquina da praça com a quadra 1 da rua Monsenhor Claro. Apesar das dificuldades, ele trabalha no local há quatro anos e está reformando o imóvel locado.
O comércio de Dias está inserido na área apontada como alvo pelo projeto de revitalização iniciado em 2003 pela administração municipal e previsto pela lei 4.951. Ela dispõe sobre publicidade ao ar livre e fachadas de estabelecimentos na área central. Se desrespeitada, pode resultar ao comerciante multa de R$ 500 ou R$ 1 mil, dependendo do problema apontado identificado.