Na opinião do deputado federal Milton Monti (PL), único representante da região no Congresso Nacional, a iniciativa de alguns parlamentares de devolver o dinheiro extra recebido pela convocação durante o recesso não passa de “pura demagogia”.
Segundo ele, mais importante do que abrir mão do dinheiro é os parlamentares se comprometerem em mudar o sistema atual, o que inclui acabar com a remuneração durante as convocações extraordinárias.
Ao contrário do que alguns deputados têm feito, Monti foi categórico ao afirmar que não devolverá o dinheiro que receberá pela convocação. Ele disse ter sido contra a extraordinária por acreditar que a produtividade nas férias seria muito pequena.
Outra iniciativa defendida por Milton Monti é a redução do recesso parlamentar dos atuais 90 dias para 60 dias. Há quem defenda uma redução ainda maior. Para alguns deputados, o ideal seria equiparar o descanso parlamentar às férias de qualquer outro trabalhador brasileiro. Ou seja, 30 dias.
Monti não concorda com redução tão drástica. Segundo ele, um mês de férias é pouco, mesmo levando em consideração que a semana no Congresso Nacional tem apenas três dias. Na opinião do deputado, o recesso deveria se limitar ao mês de janeiro e julho.
“Nossa demanda social é grande”, argumenta o parlamentar na tentativa de justificar um período de férias maior do que 30 dias. Dois meses, na avaliação dele, seria tempo suficiente para visitar as bases eleitorais. “Se nós não visitamos os municípios somos taxados de deputados ‘Copa do Mundo’, que só aparecem de quatro em quatro anos”, disse. “Por outro lado, se deixamos de comparecer ao plenário somos criticados pela imprensa.”
Apesar da “demagogia” em torno da devolução do dinheiro extra, Monti diz que é difícil arriscar um palpite sobre uma possível aprovação na Câmara da redução do recesso.
Sobre o futuro do PL, o deputado disse que é preciso esperar até março para saber se a verticalização das coligações será mantida para as eleições deste ano. Segundo Monti, qualquer decisão sobre esse assunto será determinante na briga pelos 5% dos votos - obrigatório para que os partidos tenham direito a financiamento público e espaço nos horários eleitorais gratuitos de TV e no rádio.
Com relação às denúncias de envolvimento com o suposto esquema do “mensalão”, que acabaram atingindo o partido e levando o presidente da legenda, ex-deputado Valdemar Costa Neto, a renunciar, Monti contemporizou. Na opinião dele, com tantos partidos envolvidos as críticas acabam sendo pulverizadas. “(Na eleição de outubro) a questão será mais pessoal do que partidária”, acredita Monti.
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Verbas
Em visita ao JC na quinta-feira passada, o deputado Milton Monti (PL) anunciou a liberação de verbas para duas importantes instituições hospitalares da região.
Para o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu foram aprovados R$ 1,5 milhão. Já o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, receberá R$ 1 milhão.
Monti acredita que o dinheiro será liberado até fevereiro. No ano passado, ele já havia conseguido a aprovação de R$ 2 milhões para Jaú e R$ 1 milhão para Botucatu.
Segundo o deputado, trata-se de dois importantes hospitais da região, que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de todas as regiões do País.