A mata ciliar tem a função de proteção do rio. Para melhor entender, basta compará-la com os cílios dos olhos humanos, que protegem o órgão de possíveis ataques. A mata ciliar protege contra erosão, agrotóxicos, animais que podem contaminar os mananciais e todo tipo de poluição. Dela depende a qualidade da água. Sem a mata ciliar, o rio está mais propenso a receber esses materiais. De acordo com o coordenador de projetos da ONG Fórum Pró-Batalha, David Geraldo Pompei, a mata ciliar amortece a queda da água das chuvas. Com o amortecimento e através das raízes, a água penetra devagar no solo. “Caso contrário, a água arrasta a terra e causa assoreamentos. Além disso, a mata ciliar garante a oxigenação e a qualidade da água”, explica.
Para a revegetação da mata ciliar a quantidade de mudas varia de 1.500 a 2 mil mudas por hectare. O secretário executivo do Instituto Ambiental Vidágua, Ivan Ferrazali De Marche, explica que o tipo de vegetação a ser plantada varia de acordo com a região. Simplificando, podem ser divididas entre áreas secas e alagadas. Para a revitalização de áreas secas, podem ser utilizadas mudas como as de Jatobá, Guapuruvu, Aroeira e Maçarandúba. Para as regiões alagadas, as mudas algumas das mudas adequadas são Sangra D’Água, Embaúba, Ingá e Cedro do Brejo.