09 de julho de 2026
Internacional

Premiê Ariel Sharon é submetido a traqueostomia para respirar

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Israel - O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, foi submetido ontem a uma traqueostomia, processo cirúrgico que deverá ajudá-lo a superar uma deficiência respiratória e a ficar mais independente do respirador artificial que usa desde que sofreu uma hemorragia cerebral no último dia 4.

“A cirurgia aconteceu sem problemas, e o primeiro-ministro já está de volta ao centro de neurocirurgia”, informou Ron Krumer, porta-voz do hospital Hadassah, de Jerusalém. Sharon permanece "em estado crítico, mas estável”.

Graças à operação, feita com anestesia geral, o oxigênio entrará por um orifício no pescoço, e não pelo tubo de plástico que estava introduzido em sua boca. Antes da cirurgia, Sharon passou por uma nova tomografia computadorizada, que não revelou nenhuma mudança.

Eleições

O gabinete do governo israelense aprovou ontem proposta que permite aos palestinos votarem em Jerusalém Oriental nas eleições parlamentares marcadas para 25 de janeiro. Israel havia planejado inicialmente impedir a votação na cidade porque os candidatos do grupo extremista islâmico Hamas apareciam com vantagem nas intenções de voto, o que provocou a ameaça palestina de cancelar as eleições.

Pela proposta aprovada ontem, o Hamas fica proibido de registrar candidatos em Jerusalém Oriental, onde seis dos 132 assentos do Parlamentos são disputados. O principal negociador palestino, Saeb Erekat, elogiou a decisão e pediu a presença de observadores internacionais para assegurar a liberdade de movimento e a votação dos candidatos na cidade.

O gabinete israelense aprovou por unanimidade o voto de palestinos em Jerusalém Oriental e permitiu que cerca de 5 mil pessoas na cidade participem das eleições. Eleitores também poderão votar em postos de votação nos arredores da Cisjordânia.

O primeiro-ministro interino, Ehud Olmert, que fez a proposta aprovada, afirmou que os candidatos do Hamas não poderão fazer sua campanha eleitoral na cidade “e serão detidos se o fizerem”. Esta decisão é “puramente israelense”, afirmou Olmert, ao rebater acusações de que a aprovação seria fruto das pressões dos EUA e da UE (União Européia).