08 de julho de 2026
Polícia

DIG acha uísque e vodca falsificados

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

Quem passava na rua via uma casa aparentemente comum, mas no quarto de uma residência localizada na quadra 1 da rua Antônio Egídio Padilha, na Vila Industrial, funcionava uma minifábrica clandestina de bebidas alcoólicas. A operação consistia em produzir uísque e vodca à base de álcool com cereais e engarrafá-las em embalagens de marcas conhecidas no mercado.

A descoberta foi feita ontem à tarde por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que prenderam José Vítor França, de 25 anos, morador da casa e que produzia a bebida dentro do quarto. No local foram encontradas 40 garrafas de vodca com as marcas Smirnoff e Mais por Menos, seis de uísque com as marcas White Horse, Logan e Domecq, dois galões de cinco litros contendo álcool de cereais e sete frascos de 500 mililitros com a marca Caninha Bida.

A polícia também achou garrafas vazias de uísque das marcas Natu Nobilis, Ballantines, Black Label, Gold Cup, Red Label, Chivas Regal, White Horse e Old Parr, além de garrafas de vodka, das marcas Mais por Menos e Domecq. Ainda foram encontradas tampas de vodca Smirnoff e de uísque Natu Nobilis, galões para água, válvulas plásticas e uma bicicleta de esquadro de alumínio.

Conforme o delegado titular da DIG, José Jorge Cardia, as bebidas eram falsificadas sem nenhum padrão de qualidade. “Ele (José Vítor França) misturava álcool de cereais, água e também usava conhaque como corante para escurecer a solução. Usava embalagens de uísques originais, mas com selo da bebida na forma aportuguesada. Assim, vendia o produto como se fosse importado”, explica.

Após investigação, Cardia apurou que França comercializava a bebida entre mais de 20 clientes de Bauru - a maioria donos de casas noturnas. O litro de Red Label era vendido a R$ 25,00 e o de Red Black a R$ 30,00. As demais marcas, como Gold Cup, Chivas e Ballantines, a R$ 20,00.

O litro de Natu Nobilis era comercializado a R$ 15,00, segundo apuraram os policiais. De acordo com Cardia, o rapaz comprava vodca de baixa qualidade, por R$ 3,00 o litro, e colocava a bebida em embalagens vazias de outras marcas mais caras. No final, segundo o delegado, ele vendia a vodca como se fosse bebida importada, por R$ 10,00 o litro.

França, segundo o delegado, tem antecedente criminal considerado de baixo potencial ofensivo, que prevê pena de até dois anos de detenção. Em razão das bebidas, foi autuado em flagrante por estelionato e por crime contra a propriedade industrial e encaminhado à Cadeia Pública de Avaí. Segundo Cardia, tudo indica que França agia sozinho.

“Essa falsificação também é contra a saúde pública porque a pessoa que toma uma bebida como essas, ingere álcool tingido, e isso deve trazer um mal muito grande ao organismo, principalmente ao fígado”, comenta.

Ainda de acordo com o delegado, há dois anos foi apreendida em Bauru quantidade semelhante de bebida alcóolica falsificada.