08 de julho de 2026
Polícia

Transferências deixam funcionários insatisfeitos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O diretor do Departamento de Polícia Judiciária-4 (Deinter-4), Roberto de Melo Annibal, tem feito várias transferências de funcionários - a maioria através de portaria -, o que gera insatisfação e insegurança entre policiais, segundo apurou a reportagem do JC. “A lei me permite tirar funcionários. Faço isso porque eu entendo de polícia. Vim aqui para trabalhar. Quem não estiver contente, vá embora. É simples”, afirma.

Ele nega que os funcionários estejam insatisfeitos. “Todos os transferidos pediram por requerimento. Tem um cara aqui que trabalha das 13h às 18h. Não trabalha à noite e mora em Agudos, mas não quis ir para lá. Foi para o 1o Distrito Policial”, comentou.

Com essa filosofia, o diretor mudou o Grupo Anti-Seqüestro, que funcionava na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), para o Deinter-4. “O Grupo Anti-Seqüestro é do Deinter-4. O outro diretor delegou poder. Eu não delego poder. Eu sou responsável por aquilo que determina meu cargo, o que determina a lei eu faço”, argumentou.

Segundo ele, o Grupo Anti-Seqüestro vai ficar no Deinter. “Eu designei alguém que trabalha no Deinter, que é o certo, inclusive as viaturas não são da DIG. Encontrei uma situação irregular e vou regularizar. Aqui vai ser montado um GOE (Grupo de Operações Especiais), que pertence ao Deinter 4”, prometeu.

Através de portaria, o diretor já transferiu dois delegados da Delegacia Seccional e 13 funcionários, segundo Donisete José Pinezi. “Isso porque num lugar tem pessoal concentrado e em outros falta pessoal”, informou.

Já para Annibal, a situação é outra. “Eu expliquei ao seccional (delegado seccional Antônio Ângelo Ciocca). Ele não fez o que eu pedi, então eu fiz. Eu tenho poder para isso. A lei me autoriza e posso fazer a mesma coisa em Assis, Marília. Eu já enviei mensagens para todas as seccionais”, frisou.

Questionado sobre o número ideal de funcionários para Bauru, Annibal disse: “Eu tiro todos quantos eu quiser. O número ideal para Bauru sou eu quem determino. Já fui seccional (delegado seccional)”, completa.