11 de julho de 2026
Regional

Prefeitura de Piratininga vai pedir a juiz que reconsidere ordem de remoção de lixo

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga – O coordenador de Obras de Piratininga, Antônio Álvares Rodrigues, disse ontem que a assessoria jurídica da prefeitura encaminhará ainda esta semana um pedido para que o juiz Luiz Roberto Fink Júnior reconsidere a ordem para que todo lixo depositado na fazenda Vilani seja removido.

Rodrigues adiantou que, ao invés da retirada o lixo, a prefeitura vai propor um monitoramento constante da qualidade da água e do solo nas imediações do antigo aterro.

Na avaliação do coordenador, caso a decisão seja mantida, a prefeitura terá muito trabalho e um gasto que não está previsto no Orçamento. O antigo aterro está hoje desativado. Sobre o lixo ali depositado foi colocada uma camada de terra, plantado grama e construído curvas de nível. Se tudo isso for removido, Rodrigues acha o local poderá se transformar numa grande erosão, em função das fortes chuvas desta época do ano.

Além disso, a prefeitura terá de gastar com a contratação de uma empresa capacitada para esse tipo de serviço. O coordenador prevê ainda um possível pedido de indenização do proprietário da fazenda, em caso de erosão. “Não esperávamos isso”, comentou Rodrigues, em referência à decisão da Justiça.

Outro ponto destacado por ele é a redução na vida útil do aterro usado atualmente pelo município. Se o lixo for retirado da fazenda Vilani e depositado em seguida no aterro, o coordenador acredita em uma redução de “no mínimo quatro anos” na vida útil do depósito atual.

A estimativa é que o local tenha capacidade de receber lixo por 18 anos. Isso sem considerar o trabalho de reciclagem de lixo que a prefeitura espera concluir ainda este ano. Está prevista a construção de uma usina de reciclagem na cidade. Quando a usina entrar em operação, Rodrigues acha que a vida útil do aterro poderá aumentar até 40 anos.

A decisão de que todo lixo depositado no antigo aterro deve ser removido e levado para um outro local, foi publicada no Diário Oficial do Estado na semana passada. O juiz Fink Júnior deu um prazo de 30 dias para a prefeitura realizar a remoção.

A capacidade do aterro esgotou no início do ano passado e, desde então, o local deixou de ser utilizado. De acordo com o advogado Franco Vicente Frontera Filho, que propôs a ação contra o aterro, o depósito foi construído em uma área de preservação ambiental e próximo a nascente do rio Batalha, o que, na opinião dele, representa risco de contaminação.