FHC não pode receber os louros em lugar de Lula por o país estar indo tão bem porque o quebrou quando estava no governo. Entre 1994 e 1998 FHC manteve o real sobrevalorizado, contrariando os mais respeitados economistas e até a então oposição petista. Enquanto durou o populismo cambial, o Brasil obteve ganhos artificiais que se evaporaram quando acordamos, em 1999, e descobrimos que um real não valia um dólar coisa nenhuma. Resultado: o país endividou-se em mais de US$ 40 bilhões e perderam-se, no segundo governo tucano, todos os ganhos sociais alcançados no primeiro.
A inflação explodiu, a renda concentrou-se mais ainda com juros de até 49% ao mês, o desemprego - que nunca parou de crescer desde que FHC virou presidente - continuou subindo e a violência e a criminalidade tiveram talvez o maior salto da história. E nada disso se deveu a crises na Ásia, na Rússia ou na Cochinchina. Tudo isso se deveu à mentira do “real forte” que reelegeu FHC. Portanto, se Lula tivesse continuado FHC o Brasil estaria piorando em lugar de melhorar.
Eduardo Guimarães