09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Experiência também é meta

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 1 min

Para grande parte das pessoas que conseguem uma vaga no mercado de trabalho nos períodos festivos, como Natal, Ano Novo e Páscoa, o significado dessa conquista - mesmo que provisória - é muito mais amplo que um reforço financeiro que salva o pescoço da forca.

A experiência que o novo ofício permite adquirir, para muitos, é fundamental e o fator mais importante. É o caso de Natália Gabriele da Silva, de 18 anos. A jovem conseguiu, em dezembro, uma vaga temporária de serviço numa grande loja de roupas de Bauru. O contrato foi de 11 dias, mas, segundo ela, o suficiente para aprender muita coisa sobre o ramo.

“Havia muita coisa que eu não sabia fazer e, durante esse tempo, tive a oportunidade de aprender. Isso, com certeza, teve muito mais valor para mim que o dinheiro que ganhei, apesar de ter ajudado um pouco”, comenta.

Silva estava desempregada fazia três meses. No emprego provisório, conta ela, ganhou R$ 169,00, além de passagem de ônibus e mais R$ 3,00 por dia como ajuda de custo para alimentação. O objetivo da jovem, agora, é tentar se recolocar no mercado através das oportunidades oferecidas pela Páscoa.

Dayana Lumi Tanaka Fernandes, 19 anos, também foi beneficiada com as contratações temporárias de fim de ano. Assim como Silva, prestou serviços a uma loja de roupas por pouco mais de dez dias. Trabalhava meio período por dia (cerca de seis horas) e, ao término do contrato, recebeu R$ 250,00, mais ajuda de custo e passagem de ônibus que foram oferecidas no período em que estava prestando o serviço.

“Na verdade, todo mundo quer um trabalho fixo, mas não deixa de ajudar. Vou tentar conseguir alguma coisa na Páscoa. Espero que dê tudo certo”, completa.