09 de julho de 2026
Bairros

Liminar traz esperança a moradores

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

As portas empenadas, janelas caindo e madeiramento apodrecendo ou infestado de cupins. A situação das casas variam de acordo com o material que foram construídas, mas segundo a Associação dos Moradores da Vila Tecnológica, praticamente todas as casas experimentais estão com algum tipo de problema. “Nenhuma casa levantada aqui poderia ser construída em larga escala”, observa Eduardo José Faustino, presidente da entidade.

Tânia Márcia Brasil mora numa das oito residências feitas com madeira na vila. “É um material frágil, que não tem tratamento adequado”, explica. Com a ação exposição ao tempo, as paredes estão apodrecendo. “No meu banheiro, existe um buraco de uma metro na parede”, conta. Há sete anos, quando se mudou para a casa, o primeiro problema que enfrentou foi a infestação de cupins, que após o tratamento não voltaram a aparecer.

“A madeira está se acabando. A porta da sala não abre, as paredes da cozinha estão apodrecendo e a casa está toda torta”, lamenta. Apesar de todos os problemas ela ressalta que a casa é bonita. “Se fosse de melhor qualidade”, ressalta. A notícia da liminar, animou a moradora, que decidiu que irá depositar o valor da mensalidade em juízo. “Quem sabe agora dê certo?”, espera.

Uma das exceções entre os mutuários, o vigia florestal Ronan Eduardo dos Santos conta a sua casa não apresenta problemas como a dos vizinhos de bairro, “está em plena condição de uso”, aponta. Ele também pretende depositar as mensalidades em juízo.