11 de julho de 2026
Internacional

Destruição de mísseis portáteis provoca crise militar na Bolívia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

La Paz - O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, disse ontem que irá investigar acusações de que militares bolivianos trabalharam em coordenação com os EUA para destruir 28 mísseis antiaéreos portáteis chineses de propriedade do Exército boliviano, em outubro do ano passado. A decisão de enviar os mísseis aos EUA para serem destruídos gerou uma crise militar na Bolívia e provocou ontem a destituição do comandante do Exército, general Marcelo Antezana, e a renúncia do ministro da Defesa, Gonzalo Méndez.

Morales, que toma posse domingo, disse que a investigação será “profunda” e que qualquer evidência de delito será “drasticamente punida”. A Embaixada dos EUA disse que não comentaria o caso.

O presidente interino, Eduardo Rodríguez, disse ter sido informado por oficiais do Exército de que os mísseis eram obsoletos e de que foram destruídos por recomendação da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Mas críticos da decisão questionaram a obsolescência dos equipamentos. Os 28 mísseis correspondiam a todo o poderio antiaéreo boliviano. “Isso não pode ficar assim. Os autores materiais e intelectuais dessa decisão, sejam civis, sejam militares, devem ser julgados. Não podemos desarmar as Forças Armadas. Queremos Forças Armadas que nos defendam”, disse Morales.

A ABI, agência de notícias estatal boliviana, afirmou que o presidente interino questionou formalmente a Embaixada dos EUA em La Paz sobre seu papel no caso. Também está sendo apurada a responsabilidade do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Marco Antonio Vásquez, e de outros dois generais bolivianos.