Os nomes dizem tudo: Brotas é a terra das nascentes de água – boa parte vinda dos chapadões ao redor da cidade – que formam uma série de cachoeiras, 34 abertas à visitação.
Barra Bonita, a cidade onde as águas do nosso rio mais famoso, o Tietê, são barradas e passam pela eclusagem, desnível que chega a 26 metros. Se não bastasse a atração que a Eclusa de Barra, a mais antiga eclusa da América Latina, exerce nos visitantes, a cidade que se desenvolveu às margens do rio Tietê oferece passeios de barco, visita ao Memorial do Rio Tietê, museu com painéis explicativos, fotos e maquetes sobre o rio (Pedro Ometo, 425, tel. (14) 3641-3425), um dos hotéis mais completos do Brasil e a chance dos visitantes partirem para compras de calçados na vizinha Jaú.
O roteiro de passeio de barco (são várias opções e horários) começa no porto, atravessa a eclusa e aproxima-se do encontro com o rio Piracicaba. É realizado aos sábados, domingos e feriados, às 9h30, 13h e 14h30, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 40,00, em média, que inclui refeição. As empresas também fazem os passeios, independentemente de dia, para grupos fechados.
Embora a eclusagem e o passeio pelo rio sejam as principais atrações de Barra Bonita- a eclusa está fechada para manutenção até 2 de fevereiro - a cidade também oferece excelentes lugares para a prática do turismo rural e de lazer, com destaque para a Fazenda Água Sumida, na Estrada para Santa Maria da Serra (www.faaendaaguasumida.com.br) e para o Hotel Estância Barra Bonita (www.barrabonita.com.br, 0800-702-1400), que ocupa, hoje, antiga área pertencente à Cesp - Centrais Elétricas de São Paulo.
O resort, um dos primeiros hotéis de lazer do Brasil, oferece muita recreação para adultos e crianças, incluindo parque aquático com dez piscinas e um toboágua radical com 70 metros de rampa, oficinas de artesanato, clínicas de tênis e golfe e culinária premiada, incluindo pratos típicos da beira de rio.
Pacata e limpa, Barra Bonita chega a triplicar, no alto verão, o número de visitantes.
Preserva suas belezas naturais e oferece aos turistas uma paisagem tranqüila, com modernas estradas cortando verdes canaviais.
O cheiro de terra molhada e de comida de fazenda, ao lado do forte apelo do rio, fizeram a cidade ser conhecida bem longe do Interior. Mais de 80% dos hóspedes do Hotel Estância, por exemplo, provêm da Capital paulista. São famílias inteiras que trocam o Litoral pelo Centro e voltam a cada nova temporada.
Pessoas que conhecem a importância do rio e anseiam pelo contato com a natureza em seu estado puro, sem qualquer vestígio de poluição.
Muito antes de abrigar a eclusa, Barra Bonita era apenas o nome de um córrego de areias brancas e águas cristalinas que ganhou um antigo porto para ajudar no escoamento de mercadorias que saíam de São Paulo rumo ao Paraná (o porto fluvial da Capital funcionava onde hoje é a rua Porto Geral).
Estratégico no Interior Paulista, o porto serviu, no século passado, de base de atracação para a comitiva de Dom Pedro II, que viajava pelo rio. A construção é original.
Hoje, a Hidrovia Tietê-Paraná permite o transporte de vários tipos de produtos e projeta cidades próximas, como Bauru, como ideais para a realização de negócios no Brasil.
Em época de seca, o rio permite a navegação de barcos com até 2,8 metros de calado (a parte submersa). Com chuva, o calado pode passar de três metros.
Além do fator econômico e de desenvolvimento gerado pela hidrovia - a área lindeira à hidrovia abriga moageiras de grãos, moinhos de trigo, misturadoras de fertilizantes, moinhos de calcário, madeireiras, usinas de açúcar álcool, estaleiros e criadouros de peixes em cativeiro -, ela também desponta como nova e oferta turística nacional, como prova o número de visitantes que chegam à região.
Elevador de “águas”
A Eclusa de Barra Bonita é um “elevador de águas” que permite que as embarcações subam ou desçam 26 metros de altura. O sistema é idêntico ao usado no Canal do Panamá.
É totalmente ecológico e econômico, tendo em vista que o enchimento e esvaziamento das comportas é processado através da força da gravidade.
A Hidrovia do Tietê começou em 1981, com o transporte regional de cana-de-açúcar, material de construção e calcário ao longo do Tietê e do Tramo Norte do rio Paraná, ligados pelo canal artificial de Pereira Barreto
*Fonte AES Tietê