Bauru ainda mantém um baixo número de captação de órgãos para transplante. Em 2005, foram feitas 26 notificações de mortes cerebral, que poderiam ser revertidas em doações de múltiplos-órgãos, mas apenas oito foram concretizadas. O número de recusas ainda é grande. No ano passado, 11 famílias se negaram a doar os órgãos de seus parentes. “Ainda assim, nossa região foi melhor que a de Marília, que teve 22 notificações”, aponta Amélia Trindade, coordenadora da Organização de Procura de Órgãos (OPO), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, que coordena as captações de doadores na região.
Trindade revela que a meta para este ano é aumentar de três para 20 o número de hospitais capacitados a receber as doações. Atualmente as unidades de saúde da região habilitadas para a captação de órgãos são o Hospital Estadual e o Hospital de Base, em Bauru e o Hospital da Unesp, em Botucatu.
“Tendo hospitais treinados, esperamos triplicar o número de notificações neste ano”, acredita a coordenadora. Outro desafio para a OPO é baixar o número de recusas, que em 2005 foi superior ao de doações. A média nacional é de apenas 40% do total. “A população tem de estar bem informada e vamos trabalhar para isso”, garante Trindade.