09 de julho de 2026
Polícia

Psicóloga aponta razões para atitude

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com a psicóloga Ana Cristina Pereira, não se pode generalizar as razões que levam um adolescente a tomar uma atitude extremada como a adotada ontem pelo garoto de 15 anos que morava no Núcleo Mary Dota e que tirou a própria vida.

“Ninguém sabe o que se passava dentro dele, o que ele estava vivendo nos últimos dias. De modo superficial, podemos pensar em algumas hipóteses, como a de deixar com culpa as pessoas que fizeram algo contra ele”, comenta.

Irracional e infantil, o raciocínio adotado neste caso seria o mesmo recorrido por quem decide fugir de casa. A outra possibilidade é a de depressão profunda, há muito tempo. Mas se a vítima sofresse do problema, dificilmente estaria envolvido numa ocorrência de pichação, na noite anterior. O mais provável é que permanecesse em casa, de cama.

Já as outras alternativas seriam revolta e desespero diante dos últimos acontecimentos da vida dele. “Mas isso é só um julgamento. Porque o real motivo foi embora junto com ele”, conclui.