09 de julho de 2026
Esportes

Damião, o eterno benemérito

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 1 min

Para Edison Cavalieri, os irmãos gêmeos Noroeste e Corinthians se confundem. Cavalieri, presidente do clube bauruense no final da década de 80, conta uma ‘historinha’, lembrando com emoção, da aproximação de Damião Garcia com o Alvirrubro bauruense.

“Num jogo no Pacaembu pelo Paulistão de 88, o inesquecível rádio-repórter Francisco José, o Dedé, me levou as tribunas do estádio para conhecer Damião Garcia. Me lembro como fosse hoje, que após o jogo (empate de 1 a 1) fomos comer pizza com o eterno benemérito noroestino”.

“Antes de conhecer Damião Garcia, Dedé me infernizou o jogo todo, dizendo que um bem-sucedido empresário bauruense, corintiano e noroestino, poderia acertar uma parceria com o Noroeste, que não tinha patrocinador. Eu perguntava quem era e o Dedé dizia que só revelaria depois da partida. Foi isso o que aconteceu. Após a apresentação, o contrato e os valores foram acertados, lá mesmo, na tribuna do Pacaembu. Damião me disse: “Edison, aqui está o dinheiro, mas pode arumar outro patrocinador para por na camisa do time, eu só quero ajudar”.

Edison Cavalieri conta que, surpreso, respondeu: “Sr. Damião, para o Noroeste é mais importante o nome da Kalunga (patrocinava também o Corinthians) do que o valor que estamos recebendo”.

Duas das melhores campanhas do Noroeste foram quando Badih Massaad, Edison Cavalieri e Marco Antônio Patah comandaram o clube. Eles contrataram jogadores que marcaram época, como Jacenir, Márcio Araújo e Chico Espina, entre outros. O Norusca foi o décimo colocado em 87. Em 88, com Cavalieri no comando, vieram Ronaldo Marques e China, campeão mundial pelo Grêmio. O Alvirrubro ficou em nono na classificação geral.

Já sob o comando de Damião Garcia, o Norusca ganhou dois acessos seguidos e foi campeão da Copa FPF. “Damião merece uma estátua no estádio”, sugere Cavalieri, um noroestino fanático.