08 de julho de 2026
Nacional

Governo transfere presos de Bernardes

Por Cristiano Machado | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

Presidente Prudente - Sob forte esquema de segurança, que contou com aproximadamente 100 policiais militares (PMs), 27 veículos e cinco furgões, o preso Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros 65 detentos da penitenciária 1 de Presidente Bernardes foram transferidos.

No dia 9, a unidade sofreu uma tentativa de resgate. A polícia apreendeu armamento pesado como fuzis, metralhadoras e até dois supostos mísseis. A prisão está localizada no complexo penitenciário da cidade, onde há o Centro de Readaptação Penitenciária, considerado o presídio mais seguro do País. Todos são acusados de participar do plano de fuga.

Numa vistoria feita no dia seguinte ao episódio, os agentes perceberam que as sete celas estavam serradas e nelas foram encontrados 29 aparelhos celulares. A assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária afirmou que, por questões de segurança, não divulgaria para qual unidade Marcola, acusado pela polícia como o mentor do resgate, seria transferido.

Em nota, no final da tarde, a secretaria apenas informou que, dos 66 detentos, 54 foram levados para a penitenciária 1 de Avaré, quatro para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) de Presidente Bernardes e seis para unidades da região oeste paulista. A reportagem apurou com agentes penitenciários que Marcola chegou no meio da tarde na penitenciária 1 de Avaré, denominada Paulo Luciano Campos. Em reforma, a unidade, que tem capacidade para 750 presos, contava no último dia 15 com 120 homens, segundo a página da secretaria na Internet.

Temendo risco de rebelião ou tumulto dos demais presos por causa da transferência, a Polícia Militar reuniu aproximadamente cem homens fortemente armados e 27 veículos Blazer para garantir a segurança durante a remoção dos detentos. O trabalho durou aproximadamente quatro horas. Um esquema de segurança especial ao redor do complexo penitenciário também foi montado.

Todos os carros eram interceptados, e os ocupantes tinham de se identificar. Os primeiros PMs começaram a chegar por volta das 6h30. Durante a ação, gritos partiram de dentro da unidade. O primeiro furgão com presos a sair deixou o portão do complexo às 9h10, escoltado por dois carros da PM. Às 10h20 saíram mais três furgões com 19 veículos fazendo a escolta. Já o último, onde possivelmente estaria Marcola, partiu às 11h05, escoltado por nove carros da PM.

O comandante do Batalhão da Polícia Militar de Presidente Prudente, tenente-coronel Homero de Almeida Sobrinho, disse que “nada de anormal” ocorreu. “Tudo foi feito de maneira tranqüila, nada de anormal ocorreu. O presídio não apresenta nenhum risco de segurança”, disse.

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Retorno negado

São Paulo - O juiz Carlos Fonseca Monnerat, da Vara de Execuções Criminais de São Paulo, negou ontem o pedido de retorno de cinco líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) de Presidente Bernardes .

São eles: Julio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, José Carlos Rabelo, o Pateta, David Stockel Ulhoa Maluf, o Magaiver, e Roberto Soriano, o Betinho Tiriça, além de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Todos estavam na penitenciária 1 do complexo prisional de Bernardes - em celas cujas grades, conforme descobriu-se depois, haviam sido serradas - quando a unidade foi alvo de uma tentativa de resgate, no último dia 9. Em sua decisão, o juiz rejeita a acusação de que os cinco representam perigo iminente já que, mais de uma semana após o resgate frustrado, eles continuavam presos na mesma unidade e não haviam tentado mais nada.