“Quem ameaça não faz”, avaliou o major José Humberto Nardo, comandante interino do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI). “Se o bandido tivesse intenção de atacar a polícia, não avisaria por telefone”, conclui.
Esta foi a segunda ameaça que a PM de Bauru recebeu desde que os ataques começaram em São Paulo, onde cinco policiais foram mortos e um ficou ferido. A primeira foi na noite do último dia 13, quando um rapaz ligou para a Base Comunitária Sul de um orelhão situado na avenida Getúlio Vargas para dizer que o local seria metralhado.
Na ocasião, a PM identificou de onde a ligação foi feita quase simultaneamente e por pouco não conseguiu flagrar o autor da ligação. Se fosse flagrado, poderia responder por falsa comunicação de crime, delito cuja pena é de um a seis meses de detenção.
Desde então, a polícia sinalizou as bases comunitárias da cidade com cones, para dificultar aproximação dos carros. “Por enquanto, continuaremos com os cones como precaução”, afirma o major.