08 de julho de 2026
Geral

HB quer transplantar mais 5 órgãos

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Hospital de Base (HB) está preparando documentação para pedir credenciamento ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Estado da Saúde para fazer transplantes de medula, fígado, pâncreas, pulmão e coração e implantar um banco de ossos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o hospital já faz transplantes de rins e córneas.

O HB também pedirá autorização para coletar os órgãos que pretende transplantar, assim como ossos. A expectativa do superintendente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), entidade que administra o HB, é obter a autorização e, assim, aumentar a gama de transplantes ainda neste ano. “Estamos elaborando o projeto, no qual tem que constar a infra-estrutura física, o número de médicos e as respectivas titulações, para enviar em fevereiro”, comenta.

Rocha adianta que o HB já atende muitas das exigências do Ministério da Saúde para a realização de transplantes mais complexos, como os de fígado, pâncreas e coração. “O que for necessário alterar e ampliar, vamos fazer. Já temos equipe médica com titulação que aceitou a proposta e vamos ainda trazer profissionais de fora. E vamos buscar apoio político. Já estamos, inclusive, buscando contatos”, ressalta.

O objetivo da AHB é tornar o Hospital de Base uma referência no atendimento terciário, credenciado para realizar diversos procedimentos de alta complexidade, como transplantes de coração. Além dos usuários do SUS, que poderão ter mais uma unidade de alta complexidade para serem atendidos, o hospital também poderá lucrar se o pedido para realização de mais cinco tipos de transplantes for aprovado.

Isso porque, de acordo com Rocha, o valor que o SUS paga por transplantes complexos compensa para o hospital. Além de ser uma nova fonte de receita, os hospitais que fazem transplantes complexos têm maior facilidade em conseguir convênios para outros setores de atendimento.

Para os usuários do SUS, a vantagem é que terão mais um hospital onde poderão fazer transplantes. Porém, ressalta Rocha, quem mora em Bauru e região e precisa passar por um transplante continuará, como é atualmente, sendo atendido de acordo com sua posição na fila. “A vantagem é que será mais uma opção, a fila andará mais rápida”, completa.

No ano passado, foram realizados 1.074 transplantes de rins, coração, pulmão e pâncreas no Estado de São Paulo, segundo a Secretaria do Estado da Saúde, número inferior a 2004, quando foram feitas 1.300 operações. Já o número de transplantes de córneas aumentou de 3.404 em 2004 para 4.624 no ano passado.