09 de julho de 2026
Internacional

Atentado suicida em rua de Tel Aviv deixa 30 pessoas feridas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Tel Aviv - Um homem-bomba palestino se explodiu ontem numa rua movimentada de Tel Aviv sem provocar mortes, mas feriu 30 pedestres, um deles em estado grave. O grupo terrorista Jihad Islâmico reivindicou o atentado. Um porta-voz do grupo disse a agências internacionais que o homem-bomba se chamava Sami Abu Antar, tinha 22 anos, era da cidade cisjordaniana de Nablus e gravou como testamento um vídeo que seria nas horas seguintes.

O Jihad Islâmico é a única facção palestina que boicota abertamente as eleições do dia 25. O atentado terrorista teve dimensão sobretudo política. Ele aumenta a tensão entre os palestinos, seis dias antes das eleições em que o Fatah, partido do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, está com sua hegemonia ameaçada pelos terroristas do Hamas.

Trata-se também de desafio ao premiê interino de Israel, Ehud Olmert, que assumiu a chefia do gabinete no dia 4, depois que um derrame imobilizou Ariel Sharon. Olmert, que encabeçará nas eleições de 28 de março a chapa do Kadima, partido centrista que Sharon criou, está sendo pressionado a responder com mão forte, ao estilo de seu antecessor.

Foi o sétimo atentado do gênero em 12 meses. Eles ao todo mataram 23 israelenses. Partiram de grupos terroristas que rejeitavam a trégua negociada em fevereiro último por Sharon e Abbas. “O atentado de Tel Aviv é uma conseqüência direta da recusa da Autoridade Nacional Palestina de neutralizar os responsáveis pelo terrorismo contra israelenses”, disse David Baker, assessor do primeiro-ministro.

Abbas qualificou o atentado como “sabotagem” às eleições da próxima semana e disse que ele não reflete o consenso entre palestinos. O terrorista se postou junto a um quiosque que vende sanduíches num calçadão próximo à estação rodoviária de Tel Aviv. Procurou passar por mascate e ofereceu, em hebraico, pacotes de lâminas de barbear.

Em Washington, o porta-voz da Casa Branca condenou o atentado e exortou a ANP “a fazer o que esteja ao seu alcance para desmantelar a infra-estrutura terrorista”.