10 de julho de 2026
Regional

Coletas de sementes na SP-225 ajudam na reposição florestal

Da Redação
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A tarefa de observar espécies nativas à beira da rodovia se repete há anos. Nesse olhar atento são selecionadas sementes, que mais tarde vão contribuir para a preservação da fauna.

A faixa de domínio da rodovia João Ribeiro de Barros (SP-225), entre Bauru e Itirapina, é o berço de espécies como o timburi, olho-de-cabra, cedro rosa, jatobá, aroeira, amendoim, jacarandá e de dezenas de outras plantas remanescentes da antiga floresta estacional que ocupava a região.

“É um berço genético inestimável.”, diz o engenheiro agrônomo e pesquisador científico de florestas, José Carlos Bolliger Nogueira, sobre a diversidade encontrada às margens da rodovia.

A coleta geralmente é feita do solo, entre os meses de junho e outubro, período no qual as sementes caem. Mas em alguns casos é necessário coletar direto da planta pois as sementes de espécies como ipê, aroeira e jacarandá são levadas pelo vento. Nestes casos é preciso saber quando começa a maturação.

Da rodovia, as sementes seguem novos rumos até chegarem às estações experimentais de Bauru, Pederneiras e Jaú, onde ajudam na produção de mudas para o viveiro. Vão até a Capital na Seção de Sementes de São Paulo, local que ajuda a reposição florestal nativa em propriedades particulares.

Viajam para Luís Antonio, na região de Ribeirão Preto, onde integram o Projeto Madeira de Lei, um plantio florestal realizado por várias entidades ambientais. E assim, aos poucos, vão ajudando a trazer de volta o verde das matas que cobriam todo o Estado. Nogueira comenta que muitas árvores ficam até cinco anos sem produzir sementes.