Agudos – Moradores de Agudos (18 quilômetros de Bauru) reclamam da perturbação pública provocada por clientes de um bar localizado no Centro da cidade, próximo à Prefeitura Municipal.
Segundo a moradora Rosibel Maria de Moraes, o bar que fica na rua Sete de Setembro, a uma quadra do prédio da Prefeitura, costuma abrir após as 14h e não tem hora para fechar nos finais de semana. ” As pessoas se concentram ali sobretudo de sexta a domingo. É o pior ambiente que se possa imaginar. Eu moro na esquina e o barulho é grande e vara a madrugada nos finais de semana. No último sábado, uma pessoa deu uma garrafada no pescoço de outra”, reclama Moraes.
A moradora explica que foi feito um abaixo-assinado na rua e entregue à prefeitura pedindo para que ela tome providências. “Nós, os vizinhos que moram aqui, fizemos um abaixo-assinado e entregamos em setembro do ano passado para a prefeitura, pedindo providências. Encaminhamos também o caso para o promotor. Mas a coisa está aí do mesmo tamanho”, lamenta.
De acordo com Moraes, o bar na verdade é uma distribuidora de bebidas que deveria vender apenas no atacado mas, segundo ela, também vende no varejo doses de cerveja para os freqüentadores.
O diretor de finanças da Prefeitura de Agudos, Gervásio Casini, explica que o estabelecimento comercial teve seu alvará de funcionamento suspenso após as denúncias. “Foi suspenso o alvará, ela (a distribuidora) não tem o alvará ativo, ele foi suspenso”, confirma.
Segundo Moraes, apesar da prefeitura ter suspendido o alvará de funcionamento do bar, o estabelecimento não foi lacrado e continua funcionando normalmente. “As pessoas que causaram a perturbação, os usuários do bar, foram penalizados com multa mas o bar ainda continua funcionando. A prefeitura cassou o alvará do boteco, que continua funcionando sem alvará como se estivesse legalizado plenamente, não se chegou a fazer a lacração do local”, critica.
“O barulho é intenso com o som nos rádios dos carros e também com a algazarra dos freqüentadores. Eles urinam em tudo quanto é parede aqui. Inclusive na casa dela (Moraes) que fica mais próxima (do bar)”, comenta outro morador que não quis se identificar.
O morador explica que o bar é pequeno e sem espaço e por isso os clientes ficam todos na calçada e na rua. “A extensão do bar deles e o banheiro ficou para os nossos lados. Tem sujeira para tudo quanto é canto. A polícia vem e é muito solícita, mas quando ela vai embora eles aumentam o som de novo”, lamenta.