Estes materiais são, muitas vezes, dúvida freqüente de quem faz a separação do lixo reciclável. As pilhas comuns, até pouco tempo bastante tóxicas, se adequaram às normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão do Ministério do Meio Ambiente, e diminuíram a quantidade de componentes tóxicos. Hoje, pilhas comuns podem ser descartadas junto com matéria orgânica. No caso de baterias de celulares, telefones, câmeras digitais ou pilhas recarregáveis, estas devem ser devolvidas às lojas revendedoras do produto ou à própria fábrica. De acordo com o secretario municipal do Meio Ambiente, Carlos Barbieri, as lojas têm a obrigação de receber e dar a destinação adequada para as baterias.
Para não haver dúvida, a resolução n.º 257/99, do Conama define assim o descarte de pilhas e baterias em seu parágrafo primeiro: “As pilhas e baterias que contenham em suas composições chumbo, cádmio, mercúrio e seus compostos, necessário ao funcionamento de quaisquer tipos de aparelhos, veículos ou sistemas, móveis ou fixos... após seu esgotamento energético, serão entregues pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias, para repasse aos fabricantes ou importadores, para que estes adotem diretamente, ou por meio de terceiros, os procedimentos de reutilização, reciclagem, tratamento ou disposição final ambientalmente adequado”.
Pneus
A resolução do Conama para pneus é similar à das pilhas e baterias, ou seja, os fabricantes e revendedores têm a obrigação de recolher pneus que não podem mais ser utilizados ou reutilizados e dar destinação ambientalmente adequada a estes materiais. Aliás, a resolução do órgão vai além e estabelece que, a partir de 2005, para cada quatro pneus nacionais ou importados vendidos, as fábricas devem retirar cinco do meio ambiente. “Após esta resolução do Conama, está mais difícil encontrar pneus poluindo o meio ambiente”, comenta Barbieri.
Pneus velhos têm diversas aplicações alternativas. Por exemplo, podem ser utilizados para fazer sola de calçados e tapetes para veículos automotivos, para construção de barreiras em acostamentos de estradas, misturadas ao piche para fazer asfalto em ruas e estradas e na construção de brinquedos de playground. Vale ressaltar que pneus acumulam água e podem se tornar criadouros do mosquito transmissor da dengue.
Isopor
O poliestireno expandido ou EPS, conhecido como isopor, é um dos maiores vilões do meio ambiente. Pesquisadores analisam sua aplicação na construção civil e outros setores industriais na tentativa de reutilizar este material que abarrota aterros sanitários e lixões. No Brasil, poucas indústrias reciclam isopor. Como não há resolução específica sobre o que fazer com este material, o ideal é tentar consumir o menos possível produtos que levem isopor. “As bandejas com frios, frutas e legumes dos supermercados são totalmente dispensáveis. Recusar este tipo de material já é uma maneira de reduzir os danos ambientais”, explica o secretário executivo do Instituto Ambiental Vidágua, Ivan Ferrazoli De Marche.
O isopor também pode ser utilizado para fazer pranchas de surfe, para preencher almofadas – como pufes – ou para isolar acusticamente uma sala ou quarto. De Marche explica que os produtos que utilizam isopor são eletroeletrônicos e eletrodomésticos. “O ideal seria que houvesse uma resolução limitando o uso de isopor para estes produtos. O material poderia ser perfeitamente substituído por espuma, que é mais fácil de reciclar e pode ser utilizada na produção de tapetes, almofadas e afins”, salienta.