08 de julho de 2026
Ser

Trabalho doméstico

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Administrar a própria empresa ou trabalhar em casa é a forma mais eficaz que muitas mulheres encontraram para ficar perto da família e acompanhar o dia-a-dia dos filhos. A experiência é vivida pela comerciante Tizuka Ossagima Hirata, 38 anos, que mantém uma loja de produtos orientais como extensão de sua residência, localizada no mesmo terreno onde a casa de seus pais foi construída.

Há dez anos, ela resolveu abandonar a profissão de bancária e foi trabalhar como dekassegui no Japão, juntamente com o pai e o marido. “O sonho dos dois era montar um negócio em frente da casa para não pagar aluguel. Quando voltamos ao Brasil, abrimos nossa empresa”, conta. Desde então, ao lado do esposo, administra a loja e revela que o fato lhe proporciona inúmeros benefícios.

O principal deles é poder acompanhar de perto o dia-a-dia dos filhos Thais Emika Hirata, 14 anos, e Bruno Hirata, 4 anos. “Meu filho só foi para a escola aos 2 anos. Não precisei deixá-lo na creche antes dessa idade”, diz. “Com um negócio próprio, faço meus horários e não preciso de condução para trabalhar. Além disso, se preciso sair, minha mãe toma conta da loja”, destaca.

Desde que seu filho mais velho nasceu, há 26 anos, a costureira Francisca Matias Neta, 61 anos, mudou-se para Bauru e montou um ateliê de costura na própria residência. “Trabalhava como modelista em São Paulo. Na época em que engravidei do Fábio (Rodrigues de Oliveira), essa foi minha opção”, conta.

“Em São Paulo, fui convidada para chefiar a fábrica na qual eu fazia as peças-piloto e o salário era ótimo, mas não troquei e não ttroco meu negócio próprio por nada”, afirma Francisca. Além de poder administrar a casa e economizar água, luz e telefone, ela – que também é mãe de Erika Rodrigues de Oliveira, 21 anos - diz que o mais importante é poder acompanhar o desenvolvimento dos filhos. “Quando eles eram menores, conferia as tarefas da escola, se ficavam doentes era mais fácil cuidar deles”, conta.