08 de julho de 2026
Regional

Emprego não falta

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Boracéia tem cerca de 3.500 habitantes enquanto o número de empregos na indústria, embora não preciso, atinge mil, diz o prefeito, Dirceu Massucato. “São empregos diretos. Aqui não há desemprego.”

O número suficiente de empregos na cidade, avisa o administrador público, é fruto de um trabalho contínuo dos prefeitos. “Há 10 anos trabalhamos nisso. O município implantou uma política de benefícios para atrair os empresários. Dentre eles, a doação de terrenos.”

Atualmente, em Boracéia há 11 empresas de médio a grande porte, além daquelas que ainda não atingiram esse patamar, é o comércio. “Temos olarias, uma empresa que fabrica couro sintético para material esportivo, doces caseiros, roupas, abatedouro de frango, tapete, salto de sapato, lingerie, empacotadora de leite pasteurizado, esguicho de água etc.”

Para qualificar melhor a mão-de-obra da cidade, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai instalar, ainda neste primeiro semestre, uma escola profissionalizante. O Senai também está instalando uma colônia de férias para seus funcionários.

Mudança de perfil

A instalação de empresas e o número de empregos na cidade refletiu na área imobiliária e na mudança de perfil dos moradores. Hoje, não há imóveis para alugar na cidade. O preço do aluguel de uma casa com dois quartos, que até 10 anos atrás era de R$ 200,00 mensais, pulou para R$ 500,00. Os terrenos que era comercializados em média por R$ 5 mil, hoje custam R$ 30 mil.”

A valorização dos imóveis acompanha o aumento da renda dos moradores, que deixaram a profissão de trabalhadores rurais para serem funcionários de empresas. De acordo com informação da prefeitura, uma das empresas pagou até 14.º aos seus funcionários, no final do ano passado.

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De salto alto

Uma das maiores empresas instaladas em Boracéia é a fabricante de saltos e solados que veio do Sul, atraída pelo pólo calçadista de Jaú, onde está 60% de seus clientes. “Os outros 40% estão no Brasil como um todo. Mandamos material para o Norte e para Goiânia,” comenta o gerente administrativo César Lozano.

Para dar conta da demanda, a empresa funciona 24 horas. “Antes de cada coleção, temos que trabalhar a todo vapor. Em janeiro, por exemplo, damos férias para grande parte dos funcionários, porque a produção é baixa.”

De acordo com ele, os saltos que estão sendo fabricados nesta época são para a coleção alto verão e inverno. “Entre saltos e solados fabricamos 800 mil pares/mês. Os modelos variam.”

A confecção do produto exige a mão-de-obra de 400 funcionários. “noventa por cento da nossa mão-de-obra é de Boracéia. Dez por cento veio com a empresa do Sul. Temos homens e mulheres de todas as idades”.