Mas nem tudo é perfeito em Boracéia. Faltam hospedagem, cinema, teatro e lazer de forma geral. As horas livres dos moradores são utilizadas com esporte. Na cidade há uma piscina e muitas atividades nesse setor, como campeonatos de futebol. A pescaria, paixão de muitos habitantes do município e da região, é outra alternativa para os finais de semana.
O prefeito concorda com a afirmação e completa. “Falta lazer em Boracéia. Somos pobres nessa área. No ano passado, usamos a praça central para shows. Uma vez por mês fazíamos um evento. Trouxemos banda, orquestra e grupos da nossa cidade que executam uma atividade cultural.”
O sonho do prefeito, no entanto, é construir um teatro. “Pretendo iniciar este ano a construção do teatro de Boracéia. É um sonho pessoal meu. Estamos com o projeto pronto. Começamos a medir o terreno hoje.”
Para realizar o sonho, ele precisa de R$ 360 mil, custo previsto em uma cotação feita há um ano. O teatro, pelas pretensões dele, terá um auditório com capacidade para 200 pessoas, com palco e camarim, além de quatro salas para serem usadas para atividades culturais.
O auditório, além de servir para peças teatrais, também deverá ser usado para formaturas e outros tipos de eventos. “Não temos um local para palestras etc.”
As salas e o auditório vão ocupar a parte inferior do prédio, conforme o projeto. “Na parte superior será construído um gabinete para o prefeito. Hoje, o gabinete fica numa parte acanhada e para o acesso é preciso passar pela porta da Câmara Municipal, que divide o imóvel com a administração municipal.”
Mesmo com a construção do teatro, a cidade continua sem cinema e hotel. De acordo com o prefeito Dirceu Massucato, no município já teve um cinema. Atualmente não há salas para exibição de filmes.
A falta de um estabelecimento especializado em hospedagem já está sendo sentida, segundo a assessoria da prefeitura. “Não há pousadas e nem hotéis. Atualmente, tanto os vendedores como os contatos das empresas aqui instaladas se hospedam em Pederneiras.”
Único Restaurante
Na cidade há um único restaurante, que leva o nome da proprietária. Apesar do estabelecimento estar instalado num município considerado pequeno, serve, em média, 200 refeições por dia.
Mais de 50% das refeições servidas são para funcionários de empresas e da hidroelétrica localizada na divisa de Bariri e Boracéia.
A proprietária, Regina Maria Herrera, que já trabalhou na prefeitura, começou com um bar que logo foi transformado em lanchonete. “Senti que havia uma demanda para restaurante. Apostei e não me arrependo. Trabalho muito, mas o movimento supera o existente em estabelecimentos instalados em cidades maiores.”
A freqüência maior ocorre durante a semana. “Nos finais de semana atendo uma só empresa e visitantes de cidades vizinhas, como Pederneiras e Itapuí.”