10 de julho de 2026
Geral

Bauru entra no 4.º ano de casos de leishmaniose visceral em humanos

Da Redação
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O Instituto Adolfo Lutz confirmou ontem mais um caso de leishmaniose visceral americana em humanos em Bauru, o primeiro da estatística deste ano. Trata-se de uma jovem de 18 anos, moradora no Núcleo Fortunato Rocha Lima, que está recebendo tratamento no Hospital Estadual. Os primeiros sintomas foram registrados no último dia 3 e o caso notificado no dia 16. Com a confirmação, Bauru entra no quarto ano seguido de registros da doença, que é transmitida pelo mosquito-palha e pode matar.

E, como se trata de uma moléstia de período de incubação longo – a pessoa picada pelo mosquito infectado pelo protozoário leishmannia pode demorar até dois anos para apresentar os sintomas -, novos casos devem surgir neste ano. A diretora interina do DSC, Kátia Lopes Santoro Nakagaki, espera, porém, que o número de casos da doença seja menor do que os 28 registrados em 2005. “Esperamos que o número de casos comece a cair”, frisa.

Em 2003, quando a doença na forma visceral em humanos foi registrada pela primeira vez em Bauru, foram contabilizados 17 casos e uma morte. Em 2004 saltou para 29 casos e três mortes. No ano passado, foram 28 casos e quatro mortes, o que colocou Bauru no primeiro lugar do ranking de leishmaniose no Estado de São Paulo. Araçatuba, que em anos anteriores liderava o ranking, registrou 12 casos em 2005, segundo a Secretaria do Estado de Saúde.

Kátia ressalta que as equipes de combate à doença continuam fazendo busca ativa de casos humanos, coletando sangue de cães suspeitos de estarem com a doença e orientando a população os cuidados que é preciso tomar com o lixo no meio ambiente para evitar a procriação do mosquito-palha.

“Em novembro já trabalhamos na área deste último caso (Fortunato Rocha Lima), mas vamos retornar”, comenta. Atualmente as equipes estão na Vila Ipiranga. Na seqüência, os agentes vão para o Jardim Vânia Maria, Vila Falcão e depois ao Núcleo Fortunato Rocha Lima. “Estamos pedindo ajuda à população porque sozinhos não conseguimos combater a doença. Se a população não se conscientizar que precisa manter os quintais limpos, que os dejetos dos animais têm de ser colocados para a coleta de lixo e que não pode jogar lixo nos terrenos baldios, a epidemia vai continuar”, avalia.