08 de julho de 2026
Geral

Sebes coordena prestação de serviço

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 1 min

A assistente social da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) Rosângela Maria Lenharo atua há dois meses no encaminhamento de jovens à prestação de serviços à comunidade, definida em um período de seis meses, com oito horas semanais. Ela explica que a maior dificuldade é fazer com que o adolescente cumpra a medida socioeducativa. “As meninas vão até o fim, mas os meninos têm mais dificuldade para aderir ao programa, pois entendem como um castigo”, explica.

Atualmente, a Sebes conta com 32 adolescentes cadastrados no Programa de Prestação de Serviços à Comunidade, porém apenas 17 freqüentam. “Outros quatro foram detidos e estão na Febem e estamos buscando esses 11 para retomar o cumprimento (da medida)”, diz a assistente social. Em 2005, dos 42 adolescentes atendidos, 21 abandonaram o programa, sete concluíram e 14 cumprem a medida ainda em 2006.

Ela diz que mesmo com visitas e várias tentativas de reintegrá-los, a resistência é grande. “O que estou tentando é inseri-los em locais que tenham maior afinidade com suas habilidades, porque é um processo educativo e não punitivo. Tem um adolescente que estuda música desde os 12 anos. Estou buscando uma entidade acolhedora nessa área. Outro, mais interessado em esportes, já consegui sua inclusão em uma entidade deste setor”, comenta.

Em sua avaliação, Rosângela observa que a maioria vem de famílias pequenas, com pais normalmente empregados. “Há aqueles que vêm de famílias bem pobres, mas são minoria. Às vezes, a pouca convivência com irmãos faz com que no momento que escolhem os amigos, entram em grupos errados”, diz.