09 de julho de 2026
Articulistas

Educar para a felicidade


| Tempo de leitura: 2 min

O ser humano desde que nasce necessita de afetividade, uma vez que ela é fonte geradora de energia. É ela que dá incentivo, que impulsiona, que dá segurança: é a base para a formação de um adulto feliz.

Segundo Piaget, a afetividade influi no desenvolvimento intelectual; é a base sobre a qual se constrói o conhecimento racional.

Crianças com bom relacionamento afetivo são mais seguras, mais interessadas pela realidade e pelo aprender. Sentem-se felizes na escola.

Hoje mais do que nunca vivemos num mundo onde as coisas acontecem abruptamente e com uma velocidade assustadora. A informatização, a tecnologia e a ciência (biotecnia) fazem do homem o centro da história e do poder.

Por um lado, extremamente positivo: o humanismo na educação; por outro, o egocentrismo que aprisiona, que endeusa, que dá poder de manipulação.

Pensando na retomada pelo humanismo vemos que é essencial a todo processo educacional, desde que vise definitivamente a melhoria da sociedade e da humanidade; que se humanize de fato!

Importante lembrar que jamais aparelho algum substituirá a presença do educador enquanto mediador no processo de ensino-aprendizagem: seja TV, vídeo, DVD, computador ou qualquer outro instrumento tecnológico. Isso porque não estão carregados de atenção ‘para com’ e da afetividade. Não há elo afetivo, o que permite a humanização; uma educação mais humanista, voltada para o ser humano em suas características de ser dotado de corpo, espírito, razão e emoção (Rossini, 2002).

Acreditamos, portanto, que a afetividade seja a única saída para a educação. Se a criança está feliz, ela aprende, ela faz.

Pretende-se deixar aqui uma proposta: o de amar incondicionalmente nosso aluno (Chalita, 2003). Como disse Francisco de Assis: amar e ser amado. E, ainda, Paulo: o amor tudo suporta!

Somente assim, repletos de afetividade dedicaremo-nos à educação de pessoas dentro dos limites necessários para que elas se tornem equilibradas, afetivamente apropriadas e felizes.

O autor, João Alfredo Carrara, é mestre educador, coordenador de Ensino Fundamental II e coordenador e professor de ciências biológicas