09 de julho de 2026
Polícia

Pelo menos 5 de Bauru morrem no 2º maior acidente do Estado

Por Luciana La Fortezza | Enviada especial a Presidente Prudente
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo menos cinco moradores de Bauru, um de Iacanga e um de Pirajuí morreram anteontem à noite no segundo acidente rodoviário mais grave do Estado de São Paulo. Ao todo, 32 pessoas perderam a vida na colisão frontal entre dois ônibus da Empresa de Transportes Andorinha, no quilômetro 539 da rodovia Raposo Tavares (SP 270), no município de Regente Feijó, a cerca de 25 quilômetros do Centro de Presidente Prudente.

O ônibus, que partiu do Terminal Rodoviário de Bauru, cujo destino era Presidente Prudente (a cerca de 300 quilômetros do município), bateu de frente com outro que seguia de Colorado (Paraná) para São Paulo. Até o fechamento desta edição, o número de vítimas incluía ainda 21 feridos, sendo quatro em situação mais crítica e hospitalizados na Santa Casa de Presidente Prudente.

Parte dos sobreviventes também foi internada no Hospital Universitário, para onde foram encaminhados os corpos dos que não resistiram aos ferimentos. Antonio Rodrigues é um deles. Carpinteiro, ele havia sido transferido de uma obra em São Paulo para Presidente Prudente. Seguiu para lá, após passar o final de semana em casa com a família, em Bauru.

Pela imprensa, a filha dele soube do acidente ontem pela manhã e contatou a empresa para pedir informações sobre o paradeiro do pai. Na ocasião, nem os colegas de trabalho dele, em Presidente Prudente, sabiam que Rodrigues estava entre as vítimas fatais. Mas não demorou muito para a morte ser confirmada, primeiramente à família.

O estado de choque também acometeu os parentes de Carla Paganini. Os tios dela vieram de São Paulo para uma visita à família, que mora em Bauru. Mal chegaram na cidade e pegaram a estrada novamente. Desta vez, rumo a Presidente Prudente. Foram eles que reconheceram o corpo da sobrinha, que trabalhava lá.

Por causa de um compromisso profissional, ela fez a viagem no domingo à noite, assim como Thais Godoy e Eliane Maria Pinto Ferreira Pinelli. As três seguiam desacompanhadas. Porém, por pouco Pinelli não levou as filhas como companhia. A informação extra-oficial circulou na empresa funerária que recebeu parte dos corpos para prepará-los para o translado.

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Jovens mulheres

Das 32 vítimas fatais, 20 eram mulheres. A grande presença feminina, especialmente na faixa etária entre 15 e 25 anos, chamou a atenção do comandante interino do 14.º Grupamento de Bombeiros, major Claudemir Mauro Alcarria. Além da ocorrência ser a mais grave atendida por ele em 27 anos, por pouco Alcarria não teve de socorrer a própria filha, de 15 anos. A caçula estava na casa da avó em Agudos e voltaria anteontem para Presidente Prudente, mas o retorno foi adiado.

O acidente foi o segundo maior já registrado no Estado de São Paulo em número de mortes. O primeiro foi em 1999, quando o choque entre um caminhão e um ônibus na rodovia Anhangüera deixou 53 mortos. Na área do 2.º Batalhão, porém, este foi o maior acidente.