Leitores, o que vós quereis que o Estado faça com os jovens delinqüentes da Febem, que são transtornados devido aos fracassos da família no dever de formação sócio-humana e à realidade social, sem dúvida nenhuma. O que quereis que o Estado faça? Prisão e tortura não reconstituem ninguém, por mais que o detento passe a sua vida toda trancafiado. Pena de morte não deveria nem ser denominada de punição e sim de execução, o que é, sem dúvida, uma das razões pela qual a nossa Constituição e, sucessivamente, o Código Penal não a acolhem.
Entretanto, é cabível executar esses seres completamente deturpados do nosso meio? Programas sociais, incentivo à educação ou qualquer outro tipo de integração do indivíduo com a sociedade são resolutivos? Temos que ser conscientes de que não é simples para o Estado realizar tal encargo, uma vez que trabalhar com a psicologia de mentes humanas dessa natureza, mudar o pensamento desses indivíduos, transformar a sua visão de mundo não são matérias nada fáceis.
O que fazer com esses jovens? Precisamos de uma solução que atinja a realidade sem detrimento do cuidado que o governo e nós devemos ter com desenvolvimento da nossa juventude que está solta. Novamente, com veraz imparcialidade, o que os leitores almejam para os internos da Febem?
Herbert Ferreira