Pederneiras – O aparecimento de uma grande quantidade de algas verdes nas margens do rio Tietê, próximo ao Clube Naútico, em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) está sendo investigado. Cerca de 50 quilos de peixes mortos foram retirados do local por ambientalistas, neste fim de semana.
Segundo o ambientalista e vereador Rodrigo Agostinho (PMDB), esta época do ano, de muito calor e muita luminosidade, favorece a proliferação das algas. O fenômeno que, segundo ele, costuma acontecer todo ano, desta vez foi mais intenso.
De acordo com Agostinho, não foi encontrada nenhuma substância tóxica e nenhum produto químico na água. No entanto, ele alerta que ainda não foi feita uma análise conclusiva nos peixes e por isso é importante que as pessoas evitem entrar na água ou consumir os peixes.
“Não encontramos nenhuma substância tóxica e nenhum produto químico na água. O que conseguimos ver mesmo é que a água está muito poluída, muito suja. Provavelmente, por causa das chuvas, muita sujeira da Capital tenha descido aqui para o Interior e ultrapassado inclusive a barragem de Barra Bonita. Aí acabou causando este fenômeno, que já aconteceu várias vezes mas nunca com uma intensidade tão grande como nesta última semana”, lamenta.
Falta de oxigênio
O motivo para a morte dos peixes, de acordo com o ambientalista, seria a escassez de oxigênio na água. “Por causa do calor e da poluição, há uma proliferação muito grande de algas. Essas algas acabam morrendo e acabando com o oxigênio da água. Então, essa proliferação de algas, causada pela poluição, acabou com o oxigênio da água e matou muitos peixes”.
O bauruense Jorge Hamilton Quatrina, freqüentador do local há muito tempo, explica que foi passar o fim de semana no clube próximo ao rio com a família e amigos mas evitou entrar na água com receio de que o local estivesse contaminado.
“Não tem água lá, tem um caldo verde. Tinha um monte de peixe morto e um cheiro ruim. É a primeira vez que eu vejo desta maneira. Eu já vi há oito anos, mas era uma quantidade mínima. Anteontem, era o rio inteiro, eu fiquei abismado”, comenta.
Agostinho lembra que é provável que este tipo de fenômeno se torne cada vez mais comum e que providências podem ser tomadas para reverter isso.
“O que se pode fazer para reverter isso é um trabalho de recuperação do rio que envolva o tratamento de esgoto das cidades que ainda lançam esgoto dentro do rio. Além disso, é necessário fazer a recuperação das margens do rio, a mata ciliar, para evitar que a sujeira pare dentro do rio”, recomenda o ambientalista.