Brasília - O volume total das operações de crédito atingiu em dezembro o maior nível em dez anos. No mês passado, o volume foi de R$ 606,874 bilhões, um aumento de 2,8% no mês e de 21,5% no ano. Esse montante representa 31,3% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 30,7% em novembro e 27% em dezembro do ano passado.
Em relação ao PIB, esse é o segundo maior valor, perdendo apenas para o registrado em fevereiro de 1995 (36,9%). No entanto, Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), lembra que antes de 2001 o volume levava em conta as operações de bancos públicos na área de financiamento de imóveis que foram transferidas para a Empresa Gestora de Ativos (Emgea). Como a estatal criada em 2001 não é uma empresa financeira, seus recursos não fazem parte do levantamento do BC.
O estoque de crédito com recursos livres (não-direcionados) era de 66,7% do total em dezembro, ou R$ 404,8 bilhões, um crescimento de 2,5% no mês e de 27% no acumulado de 12 meses. Esse volume representa 20,9% do PIB (R$ 404,8 bilhões), a maior relação da série, iniciada em junho de 2000. Já o crédito direcionado - como o destinado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - somou R$ 202,1 bilhões, um crescimento de 3,5% em dezembro na comparação com novembro e de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2004.
Também foi registrado em 2005 um alongamento dos prazos de concessão de crédito. Ele ficou em 264 dias em dezembro, o maior desde março de 2001 (266 dias). “Isso é estabilidade. Isso é horizonte. Poder emprestar a prazos mais longos dentro de um cenário de estabilidade”, disse Lopes.