08 de julho de 2026
Turismo

Salvador

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 3 min

A lavação das escadarias de suas 365 igrejas, incluindo a famosa Igreja do Bonfim já consumiu baldes de água de cheiro. Uma prévia do que virá pela frente: a Festa de Iemanjá, marcada para o dia 2 de fevereiro, e o Carnaval, a maior festa popular do mundo, que na Bahia já foi até para o Guinness Book.

Como a felicidade é geral na terra dos novos e velhos baianos, berço do candomblé e dos quitutes para divindade alguma reclamar, lá tudo começa mais cedo.

Incluindo os ensaios gerais dos trios elétricos e blocos que todo dia atravessam as ruas do Pelourinho ganhando corpo e ritmo até a apito geral que culminará com a concentração de todos na praça Castro Alves, que sem dúvida, é do povo!

Excelente época, portanto, para quem planeja visitar a cidade e pagar menos pela hospedagem, comida e passeios. Sem necessidade de comprar os abadás e ingressos para cair na multidão.

Os ensaios de muitos blocos são uma prévia do que virá pela frente. Animados, arrastam centenas de pessoas, entre nativos e “estrangeiros” em quase todos os dias da semana.

Obrigatório para quem está no Pelourinho, terça-feira é o dia dos ensaios do Olodum, que ocorrem o ano todo e estão sempre cheios de gente empolgadíssima.

São baianos porretas - muitos deles negros, que além de corpos sarados e toda a ginga baiana, exibem, orgulhosos, algum detalhe afro, principalmente nos cortes de cabelo -, turistas brasileiros e gringos de vários cantos do mundo.

Todos dançam e seguem passos juntos, contagiados pela batucada do Olodum. É como diz uma música do grupo: “Pelourinho se transforma em Carnaval/ Nesse momento, alegria é geral”.

A versão feminina do Olodum, a Didá, também já está com tudo pronto para brilhar no Carnaval e convidando aos ensaios gerais. A banda de percussão que faz um belo trabalho de integração social em Salvador, educando crianças e mulheres pela arte, tem como referência a princesa Anastácia, uma negra de traços perfeitos que foi trazida para o Brasil como escrava. Orgulho para os descendentes afros que ajudaram na miscigenação da raça.

Para quem chegar em Salvador na segunda-feira da preguiça, a dica é procurar as agências de informações turísticas para saber onde o som e os tambores rolam.

Nesse dia, uma dica fica por conta do Bar do Pimenta, na Boca do Rio, que conta com música ao vivo e decoração kitsch. Ou dos populares, perto da rodoviária.

Explosão de cores

O Carnaval, sem dúvida, é o momento mais aguardado do ano pelos baianos e forasteiros. Marcado este ano para começar na sexta-feira, 24 de fevereiro, e esticar até a sexta-feira seguinte, já com o sol de março raiando, seguirá o tema Carnaval Folia.

A exemplo dos anos anteriores promete uma explosão de alegria, de vibração, de cores e de mais de 200 grupos desfilando e arrastando mais de 2 milhões de pessoas.

Com tanta gente atrás dos blocos e trios elétricos, o Carnaval baiano é considerado o maior evento do gênero no planeta, figurando no “Guinness Book”.

Como Salvador é a terra da felicidade, é o momento ideal para quem quer deixar a tristeza de lado e realmente ser feliz.

A organização do evento informa que, quem quer brincar num bloco, os preços variam de acordo com o tipo. Os blocos de trio saem quase todos os dias durante o Carnaval. Os turistas podem optar por sair todos os dias, em circuitos diferentes, pois eles funcionam em horários distintos. Se quiser e agüentar, o folião pode brincar num bloco durante o dia e, à noite, curtir em algum camarote.

O Carnaval baiano acontece em três circuitos diferentes, que foram nomeados em homenagem aos músicos que deram contribuições importantes ao Carnaval: Dodô (do Farol da Barra até Ondina, na orla marítima); Osmar (do Campo Grande a praça Castro Alves, no Centro da cidade) e do Batatinha (Pelourinho).

Entre os blocos, destaque para o camaleão, Me Abraça, nana Banana, Cocobambu, Voa Voa, Coruja, Cheiro de Amor, Eva, Araketu, Cerveja e Cia, Beijo, Eu Vou, Papa, Balada, Crocodilo, Timbalada, Interlada e Eu e Você.