Botucatu – A equipe de Vigilância em Saúde Ambiental de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) divulgou o mapa que mostra o grau de população residual do mosquito da dengue no município. As regiões onde ocorrem a drenagem da água da chuva são as mais preocupantes.
Jonas Brant, coordenador da equipe de Vigilância em Saúde Ambiental, explica que eles espalharam armadilhas no final de novembro do ano passado, em pontos estratégicos da cidade, para que os mosquitos pusessem os ovos. Depois de recolhidas, as armadilhas revelaram a quantidade de ovos do mosquito Aedes aegypti em cada região. A partir daí foi montado um mapa.
“O objetivo é determinar as áreas de população residuais do Aedes aegypti. Começa a chover e a gente percebe que a infestação começa a aumentar na cidade como um todo. A coleta foi feita no final de novembro e agora vamos fazer outra em fevereiro novamente para poder comparar a evolução da infestação do mosquito”, comenta Brant.
Segundo ele, o índice de Breteau, que mede a infestação da doença, é baixo. O que existe na verdade é um grande número de mosquitos espalhados por toda a cidade. “A nossa infestação é baixa, o último índice de Breteau, feito junto com esse trabalho, deu 0,58. Um índice bastante baixo. No entanto, o que o mapa mostra é que nós temos populações residuais em praticamente todo o município”, comenta.
O índice Breteau leva em conta o número de recipientes encontrados com larvas e o número de imóveis pesquisados. O Ministério da Saúde considera toleráveis os índices que ficam abaixo de 1.
Os principais pontos na cidade onde foram encontrados números maiores de populações residuais foram às margens do rio Lavapés e na região próxima à Vila Maria.
“A gente acredita que seja a área onde toda a drenagem da cidade se junta. O volume de água aumenta muito na hora de chuva e abaixa posteriormente. Com isso alguns lugares acabam permanecendo com água. A maioria das empresas de reciclagens também estão situadas nesta região”, explica Brant, lembrando que os recipientes com água parada são criadouros de larvas.
O mapa vai servir para que sejam desenvolvidas ações de controle contra a proliferação do mosquito da dengue. “O mapa serve para que nós possamos intervir nessas regiões onde tem população residual. Serve para direcionar as atividades de controle do mosquito”, conclui Brant.