O prefeito Tuga Angerami assina amanhã, às 10h, o decreto que declara de utilidade pública o prédio da Estação Ferroviária. A solenidade será realizada na própria estação. O decreto dá início ao processo de desapropriação do imóvel, que posteriormente será utilizado pela Secretaria Municipal da Educação. Além do setor administrativo da pasta, o local também abrigará salas de reuniões, salas de aula para jovens e adultos, creche e um espaço educativo permanente nos moldes do projeto Estação Ciência, da Universidade de São Paulo (USP).
Para o prefeito Tuga Angerami, a desapropriação da Estação Ferroviária permitirá que a Secretaria Municipal de Educação conte com um espaço adequado para desenvolver suas atividades e para receber funcionários e professores da pasta. Além disso, a utilização do prédio servirá para revitalizar a região da Praça Machado de Melo.
Água da Forquilha
Preservar os mananciais de água potável, despoluir o rio Bauru, atrair indústrias e conseqüente novos empregos, trazendo desenvolvimento e progresso à nossa cidade. Esses foram os principais pontos defendidos pelo prefeito Tuga Angerami e pelo presidente do DAE, José Clemente Rezende, na manhã de ontem, durante visita à área onde a autarquia executa a implantação de 594 metros de interceptores de esgoto. O investimento é de R$ 500 mil e tem como objetivo a despoluição do córrego Água da Forquilha, afluente do ribeirão Bauru. A visita também foi acompanhada pelos vereadores Rodrigo Agostinho e Futaro Sato e pelo secretário executivo do Vidágua, Ivan De Marche.
“É uma obra que é compromisso de toda a comunidade, não só da administração pública e há projetos pré-estabelecido para despoluir todos os córregos da cidade”, informou Clemente Rezende. Na próxima semana, equipes do DAE iniciam a despoluição de novo trecho do córrego Água da Ressaca, a partir da desembocadura do Forquilha, nas imediações da rotatória de acesso à av. José Aiello, esquina com a comendador José da Silva Martha. “A obra terá continuidade até concluirmos totalmente a Estação de Tratamento de Esgoto. Também é preciso dar manutenção nos trechos já executados, para não perdermos os serviços já executados”, completou.
Durante a visita, o prefeito Tuga Angerami defendeu a aprovação do projeto de lei que cria o Fundo Municipal para o Tratamento de Esgoto, em tramitação na Câmara Municipal. Para construir a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), o investimento necessário é de R$ 50 milhões. Ele ressaltou que o Fundo evitaria a necessidade de empréstimos bancários, o que evitaria o endividamento do município e agilizaria a realização do empreendimento. “Em seis ou sete anos teríamos o esgoto tratado, sem nenhuma dívida”, lembrou.
De acordo com o projeto de lei, o custo da tarifa a ser cobrada, de cerca de R$ 6,50 (consumo de 20 m3/mês) para a maioria da população bauruense, é decrescente à medida que diminui a faixa de consumo. Ela vai automaticamente para uma conta vinculada no Fundo de Tratamento de Esgoto e só poderá ser utilizada para este fim.
Qualquer pessoa que estiver à frente da prefeitura ou do DAE não vai conseguir utilizar este recurso para outra finalidade e não vai poder interromper as obras, pois estão previstas penalidades rigorosas se os recursos não forem exclusivamente canalizados ao tratamento de esgoto. “É um projeto da maior transparência que vai resolver o problema de tratamento de esgoto de nossa cidade”, completou o prefeito Tuga Angerami.