07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Sem recesso

O vereador Marcelo Borges (PSDB) informa que vai propor o fim do recesso na Câmara Municipal de Bauru. Segundo ele, com tanta especulação sobre diminuir o recesso parlamentar, é melhor acabar com ele de vez. Borges afirmou que cada vereador tem direito a faltar em quatro sessões durante o ano. “É só utilizar essa prerrogativa e pronto”, disse.

• Fala afinada

O discurso é diferente, mas tanto o oposicionista Marcelo Borges (PSDB) quanto o líder do prefeito na Câmara Municipal, Faria Neto (PDT), estão com o discurso afinado com relação às prioridades da prefeitura para 2006. Os dois colocam melhorias na infra-estrutura da cidade como essenciais, tendo em vista a “sobra” de R$ 21 milhões que Tuga terá neste ano. Asfalto e iluminação abrem a fila.

• Descrente

A editoria de política foi às ruas ontem para saber como deve ser investido o saldo de R$ 21 milhões que a prefeitura terá neste ano. Uma das pessoas abordadas não quis gravar entrevista, mas disse o que muita gente queria dizer: “Dá o dinheiro para mim, é o melhor negócio”, bradou o descrente cidadão.

• Cachaça cara

O JC mostra nesta edição quanto os consumidores pagam de impostos por alguns produtos, segundo o movimento “De Olho no Imposto”, que chega hoje a Bauru. Um produto da lista não está na reportagem, mas é o mais taxado: a cachaça. A conhecida bebida brasileira tem embutido em seu valor total nada menos do que 83,07% de tributos.

• “Saldo zero”

Surpreende a informação da administração, divulgada ontem, de que não existe saldo do Fundef a ser rateado com os profissonais da educação referente a 2005. Até dias atrás o governo estava “calculando” qual seria o valor do rateio. Como o próprio governo afirmou, em dezembro, que não iria ratear o saldo dos anos anteriores, agora teve que recuar e pagar pelos valores que ficaram no caixa da época de Nilson Costa.

• Consolação

O abono, do jeito que é usado, como moeda de consolo à categoria da educação, é um mecanismo distorcido de se premiar um setor que deveria, na prática, ser prioritário para os governos, estadual, federal e municipal. Não é a sobra do Fundef que tem de ser disputada todos os anos, com pressão através de projeto de lei, mas a criação de um mecanismo eficiente de vencimentos que garantam dignidade para quem ensina e forma os futuros homens e mulheres de nossa sociedade.

• PFL se reúne

O PFL de Bauru realiza amanhã mais uma reunião mensal do partido. Na pauta, as disputadíssimas eleições deste ano, a pré-candidatura do ex-vice-prefeito Dudu Ranieri a deputado e a filiação de Paulo Agustinho e Leandro Martins (que por muito pouco não se reelegeram vereadores na eleição de 2004).

• E a ponte?

Agora que o governo discutiu, convocou reunião pública e licitou novo estudo, pagando nada modestos R$ 49 mil para saber a situação estrutural da ponte do Mary Dota, quando finalmente será licitado o serviço? Pelo que se tem, na prática, a obra dependeria apenas do serviço de aterro. Se será monitorado, envelopado ou não, a realidade é que o governo já tem o dinheiro e o laudo que queria. Falta sair do papel.