08 de julho de 2026
Polícia

Mortes no trânsito em Bauru disparam

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 3 min

Janeiro ainda não acabou e a polícia já contabiliza seis mortes no trânsito em Bauru, um recorde. O número é considerado alto pelo tenente João da Costa Duarte, comandante interino da 1.ª Companhia da Polícia Militar, em comparação aos últimos 24 meses. Em nenhum deles o número de vítimas fatais no trânsito foi maior que cinco.

No ano passado, não foi registrada nenhuma morte no trânsito em janeiro e fevereiro. Em contrapartida, em janeiro de 2004, mês de maior número de vítimas fatais dos últimos dois anos até então, cinco pessoas perderam a vida em acidentes. A estatística deste mês superou a de janeiro de 2004 com a morte, anteontem à noite, de Yolanda Francisco de Araújo, 49 anos. Ela foi atropelada na avenida Nações Unidas no último dia 20 e, desde então, estava internada.

Para Costa Duarte, a maioria dos acidentes ocorre por desatenção e descumprimento do Código de Trânsito Brasileiro. “Janeiro foi um mês atípico em se tratando de acidentes de trânsito. Os acidentes poderiam ser evitados se o pedestre e o motorista tivessem mais atenção no trânsito”, avalia. Os descuidos aos quais o tenente se refere são de motoristas que não respeitam o semáforo e dirigem sem atenção ao trânsito e até sem a devida habilitação. Quanto aos pedestres, o descuido mais freqüente é não atravessar na faixa de pedestre, comenta.

Yolanda havia saído do trabalho e se dirigia a uma loja de conveniência de um posto de gasolina quando foi atropelada por uma moto, lembra Renata Pereira de Paula, sobrinha da vítima. “O neto dela tentou puxá-la de volta à calçada, mas não conseguiu”, conta. Para outro sobrinho da vítima, Renato Moreira, faltam semáforos na avenida e faixas de pedestres. “Muitos pedestres acabam atravessando fora da faixa e minha tia foi uma delas porque falta sinalização para as pessoas”, opina.

A primeira vítima fatal de acidente de trânsito neste ano, em Bauru, foi João Falcão, 90 anos. No dia 6 de janeiro, ele foi atropelado por um ônibus circular quando atravessava a avenida Rodrigues Alves. A batida quebrou o pára-brisa do ônibus e fez com que o idoso fosse arremessado ao chão. O sinal de trânsito estava verde para o tráfego de automóveis e o idoso atravessou fora da faixa de pedestres, de acordo com a polícia. Após 16 dias internado, ele morreu.

No dia 9, Marcos Estevez Filho também se acidentou ao tentar parar uma caminhonete que estava em movimento, na rua Aviadora Anésio Pinheiro Moraes. Aparentemente, teve ferimentos leves. Mas, ao procurar o pronto-socorro, descobriu que havia perfurado o pulmão. Não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 15.

A terceira vítima fatal deste ano, Maurílio Gonçalves, era morador da Vila Nova Esperança. Ele não resistiu aos ferimentos provocados pelo choque da moto que estava contra um poste, no Jardim Redentor, no último dia 14, e morreu. Ele era passageiro da moto, que trafegava pelo acesso Engenheiro Horácio Frederico Pyles, sentido bairro/Centro.

O condutor teria perdido o controle da direção e bateu contra a placa de sinalização e em seguida, em um poste de iluminação pública. O impacto provocou ferimentos em ambos os ocupantes do veículo. Gonçalves sofreu ferimentos graves e, socorrido ao Pronto-Socorro Municipal, morreu ao receber o atendimento.

No mesmo dia, outro acidente envolvendo duas motos tirou a vida de Ricardo Aparecido Gonçalves Bonfim, na esquina das ruas Bernardino de Campos com a Alexandre Fávaro. Ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no mesmo dia.

A penúltima vítima foi um garoto de 6 anos, no dia 18. Matheus Bastos Moretto andava de bicicleta na rua 1.º de Maio, no Jardim Bela Vista, quando foi atropelado por um automóvel e morreu horas depois.