09 de julho de 2026
Regional

Estudo sobre cães e gatos inclui região

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Um estudo inédito feito pela Secretaria de Estado da Saúde sobre a população de cães e gatos no Estado incluiu três municípios da região. Fizeram parte do levantamento Itapuí, Pederneiras e Botucatu.

O resultado dessa pesquisa vai auxiliar a secretaria na elaboração de programas voltados ao combate às doenças típicas desses animais, como raiva e leishmaniose. Ambas são transmitidas aos humanos e podem até matar.

Uma das conclusões que puderam ser tiradas do estudo, segundo comentou a diretora do Instituto Pasteur, Neide Takaoca, é que existem muito mais cães e gatos do que se imaginava.

Até então, os números que o instituto e a secretaria tinham à disposição eram aqueles fornecidos pelos próprios municípios. De acordo com esses dados, imaginava-se que existiam um gato para cada 50 pessoas no Estado e um cachorro para cada sete moradores.

A proporção apontada pelo estudo, no entanto, é bem diferente, principalmente com relação aos gatos. De 50 por 1, a proporção passou a ser de 16 por 1. Ou seja, para cada grupo de 16 moradores existe um gato. Quanto aos cães, a diferença não foi tão significativa. A pesquisa concluiu que existe um cão para cada grupo de quatro pessoas.

Segundo a diretora do Instituto Pasteur, todas as cidades, de um modo geral, apresentaram quase a mesma proporção. A variação entre uma e outra foi muito pequena, disse Neide.

Segundo ela, esses números vão auxiliar na hora de definir, por exemplo, a campanha de vacinação.

Para realizar a pesquisa, a Secretaria de Saúde selecionou 41 cidades do Interior e do Litoral. Um dos critérios adotados estabelecia que pelo menos uma cidade de cada Direção Regional de Saúde (DIR) participasse do estudo.

Da DIR de Bauru foram escolhidos Pederneiras e Itapuí. Da DIR de Botucatu, a cidade-sede e Pardinho. As cidades da Grande São Paulo foram excluídas do levantamento porque a região já conta com estudo semelhante.

Foram visitadas mais de 29 mil residências. Mais da metade tinham pelo menos um cachorro de estimação. Quanto aos gatos, eles estavam presentes em 12,6% das residências.

Dos 19 mil cães analisados, 92,7% tinham proprietário definido, 1,2% eram cães de vizinhança e 6,1% não possuíam dono. O estudo apontou ainda que a incidência de cães sem dono é maior em municípios pequenos. Em cidade com até 10 mil habitantes, por exemplo, 9,8% dos cachorros vivem nas ruas. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes esse índice cai para 4,6%.

Segundo a Secretaria de Saúde, desde 2001 o Estado não registra casos de raiva humana. O objetivo é erradicar a doença.