11 de julho de 2026
Nacional

Morte em Rio Quente: família da vítima crê em negligência de hotel

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A tia de Rafael Nogushi Dalpino, 12 anos, que morreu após ser sugado pela comporta de umas das piscinas da Pousada do Rio Quente, em Goiás, acusa a empresa de negligência. “O guia nos disse que as piscinas ficavam abertas durante 24 horas. Se na hora do acidente (0h30) a piscina estava em manutenção, ninguém foi avisado”, disse Yukie Nogushi Massuda.

O menino, que morava na capital, morreu na última sexta-feira, após o primeiro dia de férias com a família. Yukie diz que não havia salva-vidas ou médicos no local para socorrer o garoto. “Os primeiros socorros foram prestados por um hóspede, que é médico.” O Rio Quente Resorts - do qual a pousada faz parte- tem outra versão para o caso.

A família diz que irá contatar um advogado de confiança em breve. Ele dará orientações sobre entrar ou não na Justiça contra o resort. No momento do acidente, a piscina do Poço do Governador estava sendo esvaziada para limpeza das bordas.

Segundo a delegacia da cidade de Rio Quente, a vítima ficou presa nas pedras da piscina, uma espécie de reservatório natural em uma nascente de água, no momento em que as comportas estavam sendo abertas. “Havíamos chegado naquele dia e fomos dar uma volta à noite. Havia alguns hóspedes na piscina e as crianças quiseram entrar”, lembra Yukie. “Não havia nenhuma sinalização de que não era permitido nadar ali.”

A delegacia da instaurou inquérito para apurar o caso. “Ainda não sabemos o que o garoto fazia naquele local desacompanhado, já que não é uma área em que há brinquedos. Esse trabalho de esvaziamento das piscinas é rotineiro, mas é preciso verificar se houve falha na segurança da pousada e falta de sinalização”, disse a delegada Maristela Marques Rosa.

O laudo pericial ficará pronto em 15 dias. O resultado irá apontar se houve negligência. Filho único, estudioso e bom nadador, Rafael morava na Capital, no bairro da Saúde (zona sul de SP). “Ele estava muito feliz, foi a primeira vez que andou de avião. Depois, quando chegamos, brincou o dia todo”, conta Yukie. O menino chegou a ser levado a um hospital, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo. O exame cadavérico feito no garoto constatou o afogamento como causa da morte.