Genebra - Um misto de apreensão e pressão, mais esta do que aquela, marcou a reação dos líderes europeus à vitória do Hamas na eleição legislativa palestina. A posição unânime é que o grupo extremista só será reconhecido e terá relações diplomáticas estáveis com a região se se comprometer a abandonar o terrorismo.
O continente que mais ajuda financeiramente os palestinos também foi pego de surpresa com a abertura das urnas. Na próxima segunda-feira haverá uma reunião entre os ministros do exterior da União Européia (UE) em Bruxelas para tratar do assunto.
Na França, o premiê Dominique de Villepin se declarou “preocupado” com o futuro das relações da UE com os palestinos. O principal suporte financeiro dos palestinos vem da UE, que, entre recursos da Comissão Européia e dos 25 países-membros, envia cerca de 500 milhões de euros por ano para reconstrução da Faixa de Gaza e da Cisjordânia e para programas sociais e humanitários. Assim como os EUA, o bloco lista o Hamas como terrorista.