Em concorrida solenidade de posse, o novo delegado seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, reiterou a instalação do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Quando implementada, a medida garantirá a presença ininterrupta de policiais civis nas ruas. De acordo com ele, o trabalho de investigação será mantido também durante à noite.
A iniciativa, além de aumentar a sensação de segurança da população, ainda tem o objetivo de melhorar o índice de esclarecimento de crimes de autoria desconhecida. Atualmente, ele oscila na casa dos 13%, mas deve saltar para 30% num período de três meses, segundo meta estabelecida pelo novo seccional.
Se depender de Pinezi, logo após o primeiro trimestre, num curto espaço de tempo, o percentual subirá para 50%. Para tanto, ele reforçará o trabalho dos quatro distritos policiais de Bauru que, conforme o JC divulgou, também terão a responsabilidade de resolver crimes cujo o autor é desconhecido - antes atribuição exclusiva da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
Para alcançar o propósito, Pinezi remanejará funcionários e delegados e contará com recursos tecnológicos que auxiliam na inteligência policial. Até que o esforço apresente resultado, o novo delegado seccional descarta a criação de novos distritos policiais em Bauru. Ele iniciará sua gestão com o apoio de dois delegados assistentes, cujos nomes serão divulgados na próxima segunda-feira.
De acordo com Pinezi, a indicação dos dois colegas ainda está em aberto porque depende da nomeação de seu substituto na coordenação das Unidades de Inteligência do Departamento de Polícia Judiciária-4 (Deinter-4). O diretor do Deinter-4, Roberto de Mello Annibal, ainda não teria escolhido o novo coordenador.
Segundo informações extra-oficiais, caso Annibal não chame para a função Luís Henrique Fernandes Casarini e Cláudia Garmes, ambos assumirão como assistentes de Pinezi. No início de dezembro, eles foram transferidos da Delegacia Seccional - onde auxiliavam o então delegado seccional Antônio Ângelo Ciocca - para a 5.ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran). A mudança, somada a outras, resultaram num racha na Polícia Civil, exposto pelo JC e que culminou com a troca do delegado seccional.