Bagdá - Dois engenheiros alemães que foram seqüestrados no Iraque apareceram ontem pela primeira vez em um vídeo e pediram que o governo alemão trabalhe pela sua libertação, segundo a rede de TV do Qatar Al Jazira. O vídeo transmitido pela rede mostra os dois ajoelhados diante de quatro homens mascarados. Suas vozes eram inaudíveis.
A gravação aparece datada de 24 de janeiro, dia em que os engenheiros, identificados pela mídia alemã como Rene Braeunlich e Thomas Nitzschke, foram seqüestrados na cidade de Beiji (Norte), por seis homens armados, ao sair da fábrica na qual trabalhavam.
A chanceler (premiê) Angela Merkel disse que toda a Alemanha estava “profundamente comovida pelas imagens” e prometeu que seu governo “fará todo o possível para trazer de volta nossos compatriotas seguros, ilesos e saudáveis”. O ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier disse que a gravação era “devastadora”.
A fita está sendo analisada por agentes de inteligência. A Al Jazira afirmou ter recebido a fita de um grupo que se autodenominou Brigada de Ansar al Tawhid Wa-Sunna. Os seqüestradores não fizeram nenhuma exigência na gravação. Ao menos cinco estrangeiros foram seqüestrados no Iraque neste mês, incluindo a jornalista americana Jill Carroll.
Governo intrigado
A história do seqüestro no Iraque da arqueóloga alemã Susanne Osthoff, 43 anos, libertada por seus seqüestradores no último dia 18 de dezembro, segundo anúncio do governo alemão, lembra o roteiro de um filme de espionagem e intriga cada vez mais os alemães.
Segundo reportagem publicada no último final de semana pela revista “Focus”, parte do dinheiro que, supostamente, foi pago a seus seqüestradores pelo governo alemão para obter sua libertação foi encontrada depois em suas roupas. Anteontem, o tablóide “Bild” publicou uma reportagem na qual afirma que a arqueóloga foi atropelada no Bahrein, onde se encontra em “retiro”. Amigos e familiares de Osthoff apenas disseram ao “Bild” que ela “precisa ser protegida”, pois sua “vida pode estar em perigo”. Berlim se nega a comentar o caso de Osthoff.