08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

SR. LUÍS CARLOS, ‘O SANTO É DE BARRO’?


| Tempo de leitura: 3 min

É mais fácil você ensinar geometria para uma cobra cega do que romper conceitos ultrapassados, a mesmice, o óbvio e a cegueira social e jurídica. As minhas cartas aqui na Tribuna do Leitor sempre tecem críticas construtivas de uma forma bem racional e, portanto, não admito que ninguém movido com uma ironia leiga, cúmplice e reacionária, venha colocar palavras em minha boca ou escritos na minha caneta. Democraticamente e exercendo o esplendor da cidadania, gostaria de responder e esclarecer dúvidas sobre a missiva "Sr. Pedro Valentim, devagar com o andor”, de um cidadão chamado Luís Carlos Pasquarelo, na Tribuna do Leitor de 26/1/2006.

1. Não adianta só concordar que todos são iguais perante a lei e, sim, praticar isto no cotidiano. 2. Sei que existe departamento dentro das polícias que detecta os índices de criminalidade nas regiões da cidade. No entanto, a sociedade recebeu alarmada que nos últimos anos em Bauru ninguém fiscalizava os desmanches de carros irregulares e receptadores de veículos roubados. Ou seja, o discurso é diferente da prática. 3. A Academia de Polícia é dotada de psicólogos e oficiais bem treinados para ensinar boas maneiras no trato que os policiais devem ter com o povo.

Do mesmo jeito que os seminários ensinam aos iniciantes o amor de Jesus Cristo e a compaixão pelo próximo. Porém, sempre há aqueles que transgridem as regras e seus superiores. E não são poucas as vezes que vemos religiosos acusados de pedofilia e policiais praticando a criminalidade. 4. Se o policial não tem bola de cristal, o cidadão comum não é obrigado a ter. Por isso, o caminho é o fortalecimento da inteligência interna dos órgãos repressivos do Estado. 5. Realmente o fato de alguém estar com a Bíblia na mão, não significa nenhum atestado de idoneidade. Do mesmo jeito que o fato de alguém se apresentar como autoridade não significa que seja decente e honesto. Gente boa e gente que não presta têm em todos os setores da sociedade e em todas instituições, sem exceções. 6. Ter filho ou não ter, é uma particularidade minha e não aceito que ninguém se intrometa na minha vida. Até porque não me preocupo com a vida alheia.

7. Não tenho aversão a policiais e nem contra nenhuma corporação, seja ela civil, militar ou federal. E na última carta que escrevi, tive a hombridade de frisar que a maioria dos policiais age conforme a lei determina. 8. Não preciso dar nomes de agentes públicos da lei que cometem irregularidades aqui. Por isso existem as corregedorias, a promotoria, o secretário da Segurança Pública, a comissão de cidadania da Assembléia Legislativa, e a comissão Teotônio Villela contra abusos de autoridades na Câmara Federal. 9. Leio jornais, sim e assino este e mais dois. 10. Sei que policiais têm esposas, filhos, sofrem pressão e ganham uma miséria. E lamento como humanista a morte de muitos deles combatendo a criminalidade. E defendo prisão perpétua para marginais que assassinam policiais. Como também defendo o mesmo tipo de prisão para autoridades que matam inocentes. 11. E todo policial que arrisca a vida para defender pessoas, materializa a dignidade das tropas e deve ser condecorado.

Sr. Luís Carlos, tentar me jogar contra esta ou aquela corporação é pura deslealdade e ingenuidade política. A democracia permite que qualquer um faça média, mas para isto não precisa usar a mentira e o maquiavelismo como escada psicológica para alcançar os primeiros degraus da insensibilidade.

PS - O Odair Castilho volta a escrever para a Tribuna do Leitor. Isto é muito bom. Arrepiai-vos hipócritas! (Pedro Valentim)