09 de julho de 2026
Geral

Idéia é resgatar laços familiares e sociais

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Seja qual for, o abrigo tem a qualidade de ser temporário. Deve ser adotado como recurso apenas enquanto a família é preparada para acolher novamente a criança ou adolescente em situação de risco afastados provisoriamente, informa a titular da Sebes, Egli Muniz. Com base neste conceito, a pasta implementará um programa de resgate da convivência familiar e comunitária.

A proposta é trabalhar a criança e o adolescente para que retornem para casa. O projeto também prevê a recuperação da família, que receberá apoio psicossocial e será incluída em programas de transferência de renda. As orientações serão prestadas em escolas ou em Centros de Referências de Assistência Social (Cras), próximo ao endereço das famílias de onde partiram, por exemplo, casos de violência e abandono.

O atendimento será ofertado pela Sebes por meio de parceria com universidades como a Instituição Toledo de Ensino (ITE), Universidade do Sagrado Coração (USC) e Universidade Estadual Paulista (Unesp). O esforço também deve ajudar a diminuir a quantidade de crianças e adolescentes encaminhadas aos abrigos em decorrência da precária situação financeira de seus responsáveis.

“A grande maioria vai para o abrigo por questões de pobreza. A mãe sai para trabalhar e não tem com quem deixar a criança”, reitera Muniz. O exemplo dela consta, inclusive, em pesquisa já elaborada na cidade. Autonomia também será uma questão trabalhada com adolescentes que já perderam o vínculo com a família ou não têm mais os pais.

A idéia é que eles, ao completar a maioridade, deixem o abrigo em condições de sobreviver sozinhos. Ainda assim, poderão contar com os programas da Sebes, caso encontrem dificuldades no início da nova etapa.